Pedras sintéticas
e pedras artificiais
Rubi
Sintético
Uma das confusões
mais freqüentes relacionadas com as gemas é
a de julgar que pedra preciosa e pedra sintética
são a mesma coisa.
Embora esses nomes pareçam, de fato, designar substâncias
de mesma natureza, há uma diferença fundamental,
envolvendo sua origem.
Chama-se de sintética a gema produzida em laboratório,
mas que existe também na natureza. São exemplos
bem conhecidos a esmeralda sintética, o rubi sintético
e até mesmo o diamante sintético, embora
este seja fabricado principalmente para uso em ferramentas
de corte e perfuração.

Diamante
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Zirconia
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Chama-se de gema artificial aquela também produzida
em laboratório mas que não existe na natureza.
É, portanto, uma gema inventada pelos cientistas.
O exemplo mais conhecido é a zircônia cúbica,
a mais aperfeiçoada imitação do diamante
obtida até hoje. Outras gemas artificiais são
GGG (granada de gadolínio e gálio) e o YAG
(granada de ítrio e alumínio).
Essa distinção não é uma mera
convenção. Ela está prevista em norma
técnica da ABNT (Associação Brasileira
de Normas Técnicas).
A mesma norma determina que a gema sintética deve
ser sempre e claramente identificada como tal. Não
se pode, portanto, anunciar ou exibir uma esmeralda produzida
em laboratório chamando-a de esmeralda apenas.
Deve-se chamá-la de esmeralda sintética.
Mais, a palavra sintética não pode ser escrita
em tamanho menor ou com menos destaque que a palavra esmeralda.
Esmeraldas
Do mesmo modo, a
zircônia cúbica deve ser chamada exatamente
assim, já que existe zircônia natural, mas
que não é cúbica.
As gemas sintéticas são cada vez mais usadas
e aperfeiçoadas. Elas não devem ser vistas
como fraude ou como material sem valor. Há que
lembrar que suas propriedades físicas (cor, dureza,
brilho, densidade, etc.) são idênticas ou
muito semelhantes, em geral, às das gemas correspondentes
naturais.