BIJUTERIAS

"O falso Lápis-Lazúli na cerâmica plástica"


Por Beatriz Cominatto - Fimo Designer
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De um intenso azul anil, o lápis-lazúli encanta o homem há cerca de 7 mil anos a.C. É considerada a mais antiga das gemas. Com um curioso e simpático nome de origem latina, “lápis” significa ”pedra”, e “lazúli”, “azul”.
É uma rocha composta por lazurita (de cor azul celeste), calcita (estrias de coloração esbranquiçada), pirita (pontos dourados), sodalita (azul), entre outros minerais. Existem outras rochas bastante parecidas com o lápis-lazúli e podem ser confundidas. Não é bem aceita a presença de calcita, que formam os veios brancos, desvalorizando bastante o material. Os remendos de pirita já são bem aceitos e ajudam a identificar a rocha.
Na história também é citado inúmeras vezes. Foi muito usado em adereços, por sacerdotes e imperadores de povos antigos. Até as tábuas de Moisés, em citações bíblicas, foram feitas em lápis-lazúli. Quando transformado em pó, foi bastante utilizado como maquiagem e como pigmentos por artistas, desde a pré-história até a Idade Média. Vale notar ter sido esse o primeiro pigmento azul, também conhecido como ultramarino, utilizado pelo homem. Hoje é uma gema muito utilizada na joalheria e sua beleza de azul profundo é incapaz de não seduzir.
As melhores jazidas são hoje encontradas no Afeganistão. Também são encontradas no Chile, Rússia, Sibéria, Paquistão, Irã, Angola, EUA e Canadá.

Sua reprodução na cerâmica plástica é bastante simples de ser feita, pois utilizamos flocos de duas tonalidades azuis e branco translúcido, triturando tudo ou ralando, com pedacinhos de folha de ouro. O acabamento poderá ser encerado e polido, ou apenas finalizado com aplicação do verniz apropriado à cerâmica plástica.
Espero que tenha gostado, pois o efeito da técnica é bem interessante.
Até a próxima!

(autoria do texto: Beatriz Cominatto)
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