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Etimologicamente, “qualidade”
é originária da palavra “qualitate”,
em latim, que significa “atributo
ou condição, de coisas ou pessoas, capaz
de distinguí-las das outras e de lhes determinar
a natureza”. Ou seja, numa escala de valores,
a qualidade permite avaliar e, conseqüentemente,
aprovar ou recusar, produtos e serviços.
Para Veblen, criador do conceito de consumo conspícuo
- maneira como o aristocrata do passado demonstrava
sua superioridade social, onde o ócio representava
riqueza e ostentação e demarcava a honorabilidade
social daquele que podia manter o emprego improdutivo
de tempo, dinheiro e esforço - o objetivo do
consumo não estaria em usufruir a qualidade
dos produtos, mas sim em exibi-los como sinal de diferenciação,
de status (Veblen, 1965). Veblen aponta o consumo
como meio de comunicação e, portanto
trata do consumo como indexador simbólico.
Porém, em uma pesquisa de Dubois e Duquesne
(1993), foram identificadas formas fundamentais de
acesso a bens de luxo, onde a primeira, parecida com
a teoria do consumo conspícuo de Veblen (1965),
diz que a ostentação é o principal
motivo para a aquisição e que aspectos
palpáveis como design e qualidade são
fundamentais. Outra forma, mais perto das teorias
mais atuais de comportamento do consumidor, prevê
na compra e uso de bens de luxo uma possibilidade
de extensão de si mesmo e expressão
de valores individuais ou de um grupo, destacando
sua característica simbólica.
Sendo assim, pode-se dizer, que no consumo de luxo,
a qualidade dos produtos e serviços, é
algo imprescindível, já que o luxo é
algo ligado ao consumo durável (em oposição
ao consumo descartável), e traz intrínseca
essa exigência de qualidade.
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Podem-se diferenciar dois tipos de componentes
da cultura, os materiais que se referem a todos os
produtos e serviços que são criados
e consumidos; e os não materiais onde se reúnem
idéias, costumes, crenças e hábitos
das pessoas. Assim, a cultura não material
representa a maneira pela qual os consumidores compram
e procuram novos produtos e mais qualidade.
Por estar associado à qualidade, diferença,
satisfação pessoal, à preferência,
ao inatingível, pode-se dizer que produtos
de luxo, como a joalheria, são uma diferenciação
com custo mais elevado (Castarède, 2005).
Por fim, a qualidade é uma imagem que não
se separa mais do impacto ambiental (Ottman, 1994).
Dessa forma, o “verde” pode se tornar um valor agregado
ao produto. Neste novo século os produtos passam
a ser apreciados não apenas por sua atuação
e preço, mas também pela responsabilidade
social dos produtores, adicionando à percepção
do consumidor, mais qualidade ao produto ou serviço.
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Diversos autores, entre
eles Featherstone (1991), Dubois e Duquesne (1993),
Allérès (2000), Elias (2001) e Remaury
(2002), estudaram por diversas abordagens o comportamento
do consumidor de produtos de luxo.
A compreensão do comportamento do consumidor
deste tipo de produto ainda é complexa. O luxo
tem sua lógica particular, o que não
se pode reduzir a uma única regra já
que o mesmo está acima dos desejos e necessidades.
Assim, não existe nenhum modelo que possa explicar
todas as facetas da compra e consumo de produtos de
luxo, já que suas decisões são
numerosas e diversificadas. Porém, existem
alguns parâmetros de base: qualidade, fantasia,
exclusividade e identidade, os quais veremos com mais
detalhes nos próximos artigos. Até lá!
Fontes: livro
“O poder do design: da ostentação à
emoção”, publicado pela Thesaurus Editora.
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