Em junho de 2004, o Portal
das Jóias publicou um artigo, na seção
Gemologia, sobre a mais antiga das jóias. Nele
se descrevia a descoberta de conchas com 75.000 anos de
idade, contendo claros indícios de haverem sido
perfuradas e usadas em colares. As conchas, descobertas
na África por uma equipe de cientistas de cinco
países (Noruega, Reino Unido, França, EUA
e África do Sul), passaram a ser consideradas a
mais antiga jóia conhecida.
Elas pertencem à espécie Nassaurius kraussianus,
animal comum na região entre Moçambique
e a África do Sul e conhecido desde 1846. Foram
encontradas em uma caverna chamada Blombos, na África
do Sul, e o que levou os cientistas a considerá-las
peças de um colar foram três fortes evidências:
1° Elas têm cores e tamanhos semelhantes denotando
uma escolha feita com base em aspectos estéticos.
2° Todas estão furadas, e os furos são
vistos nos mesmos lugares na maioria delas.
3° O exame com microscópio eletrônico
mostrou que em torno dos furos ocorreu um desgaste que
é compatível com o atrito de um fio em que
elas houvessem sido enfiadas.
No ano passado, uma nova descoberta de conchas perfuradas
para uso com a mesma finalidade elevou a idade das jóias
mais antigas de que se tem notícia para 100.000
anos.
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As conchas africanas, de 75.000 anos
Fonte das fotos: Associated Press
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O material, procedente da Argélia
(de Oued Djebbana, a 200 km do Mediterrâneo) e de
Israel (de Skhul, 3 km ao sul de Haifa), pertence a uma
espécie semelhante às da África,
Nassarius gibbosulus.
Essa descoberta mais recente deu-se em museus de Londres
e Paris, onde as conchas estavam guardadas há mais
de setenta anos, sem que ninguém suspeitasse de
sua importância. Foi a partir do estudo das conchas
africanas que os cientistas ficaram atentos e passaram
a olhar com mais cuidado aquilo que lhes chegava às
mãos ou que já tinham em seus museus.
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As conchas de 100.000 anos, de Israel e da Argélia
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