Quando Mark C. Vadon criou a joalheria
virtual Blue Nile, para vender jóias pela Internet,
não faltou quem ridicularizasse a iniciativa. Quem
seria louco o suficiente para pagar digamos 3 mil dólares
por uma jóia adquirida dessa maneira ? Passados
dez anos, porém, somente a Tiffany & Co. vende
mais anéis de diamante do que ele.
Embora suas vendas estejam concentradas principalmente
nas jóias de diamante, sobretudo anéis,
os pequenos joalheiros estão sentindo fortemente
o efeito da concorrência Eles já haviam amargando
prejuízos com as vendas pela televisão,
surgidas na década de 1980 e o quadro agravou-se
com o advento da Blue Nile.
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Mark C. Vadon
(Foto The New York Times)
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Resultado: desde 1999, mais de 3 mil
joalherias independentes fecharam apenas
nos EUA.
A descrença no sucesso da empresa de Mark C. Vadon
era compreensível: nesse tipo de comércio,
o consumidor só vê a mercadoria que comprou
quando a recebe, no dia seguinte. E não são
apenas anéis de 3 ou 4 mil dólares que os
internautas compram. Quase todos dias, pelo menos um anel
com preço entre 20 e 40 mil é negociado,
e em janeiro mais de dez pessoas compraram diamantes com
valor igual ou superior a US$ 50 mil.
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Se hoje é fácil para a
Blue Nile vender jóias assim, pode-se pensar que
o começo foi difícil, cercado de desconfiança.
Puro engano. Ele surgiu cercado foi de muito arrojo. No
fim de 1995, Doug Williams, um jovem joalheiro de Seattle
que nem possuía computador, pagou 2 mil dólares
para que fosse criado um site, que chamou de Diamonds.
Vadon, então com 29 anos de idade e recém-formado
em Administração, ofereceu-lhe 5 milhões
de dólares - dinheiro que não tinha - para
tornar-se seu sócio. Em 1999, surgiu a Blue Nile
e no ano seguinte já vendiam 44 milhões
de dólares.
Fonte: The New York Times
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