|
Neste mês me fizeram a pergunta
"como começou
o hábito de perfurar a orelha?" Muitas
são as questões levantadas a este respeito:
o que leva uma pessoa a "perfurar"
o próprio corpo? Que emoções suscitam
os brincos? E quais
as suas verdadeiras origens?
Vamos neste mês matar esta curiosidade de tantas
pessoas falando um pouco sobre este assunto.
O hábito
de perfurar a orelha tem
origens remotas e muitas vezes um significado religioso.
Sempre foi identificado como símbolo
de poder, coragem
ou realeza. A sua
popularidade aumentou com a ajuda dos mais famosos estilistas
das últimas décadas. Existem registros históricos
que comprovam que essa pratica é feita há
mais de 5 mil anos. O brinco
sempre foi usado como uma expressão pessoal,
ritual e espiritual.
O brinco é seguramente o "piercing"
mais comum na história.
Tudo começou com as primeiras
tribos e clãs
das mais antigas raças humanas que habitaram o
planeta. A prática de perfurar
a pele e inserir um pedaço de metal,
osso, concha
ou marfim como ornamento
existe há milênios, e desde sempre abrangeu
tanto homens como mulheres e crianças.
Tudo indica que foram as tribos que viviam nas selvas
na América do Sul, África e Indonésia.
Entre as tribos sul americanas e africanas, quanto maiores
eram os furos, mais elevado era o status social.
Antigamente distinguiam uma pessoa
rica de uma pobre.
As castas religiosas da Índia e os Faraós
do Egito deixaram também muitos vestígios
históricos da utilização de brincos,
bem como os soldados romanos. Posteriormente, este hábito
espalhou-se pela classe média e pela aristocracia
dos séculos XVIII e XIX. Os marinheiros colocavam-nos
porque acreditavam que estes lhes facultavam melhor visão,
enquanto os romanos associavam o brinco na orelha à
riqueza e à luxúria.
Hoje, pode ser motivada de uma
necessidade de afirmação
pessoal, por questões
de índole
cultural ou por pura
rebeldia. Na sociedade
moderna, mais permissiva e tolerante, essa atitude tem
uma aceitação diferente da que tinha há
10 anos, embora qualquer exagero ainda seja visto com
relutância, já faz parte da nossa cultura
perfurar as orelhas desde a infância.
|