
Luciana (irmã
de Tatá) Leni (mãe de Tatá
e Lêuzi (Tatá) em Dracena onde moram
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Destaque do Mês
"Seu filho é portador de alguma deficiência?"
Por Leni Cavalini Gardini
mãe do
Tatá (Lêuzi Gardini Filho) Artesão
e Portador de deficiência auditiva severa
e-mail:
leni.cavalini@terra.com.br
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Destacamos
o nome do falecido pai de Tatá que foi um dos
fundadores da APAE de Dracena e atualmente a escola
recebeu seu nome em homenagem.
" Escola de Educação Especial Professor
Leuzi Gardini " |

Tatá na Feirinha
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Tatá ensinando
um Sr. com deficiencia visual à fazer um
anel. Ele com muita paciência conseguiu!
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Primeiro colar do Tatá
Presente do dia das mães
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Fale
um pouco sobre você
Bem, eu sou viúva, aposentada, tenho dois filhos
o Tatá ( Lêuzi ) e uma filha casada (
Luciana ). Atualmente meu filho mora comigo pois ele
é portador de deficiencia auditiva severa sendo
portanto semi dependente.
Tenho 62 anos e adoro todo tipo de artesanatos e atualmente
estou fazendo trabalhos de madeira eu mesma faço
tudo desde criar um projeto passar para madeira, serrar
e armar. Não os comercializo mas sempre aparece
alguma oportunidade.
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Como começou a fazer
e vender suas bijuterias
A primeira bijuteria
que meu filho fez foi numa ocasião, véspera
do dia das mães e ele não tinha nada
para me dar então surgiu a idéia de
fazer um colarzinho de miçangas em preto e
branco para mim. Fez com tanto capricho que foi muito
elogiado por todos e daí partiu seu interesse
em fazer outros colares ou pulseirinhas. Um belo dia
meu sobrinho veio passar as férias por aqui
e insentivou muito para que meu filho fizesse colares
pulseiras e os vendesse nas feiras livres que toda
semana tem ao lado de casa.
Durante a semana eles compraram os materiais e fizeram
bastante coisinhas de bijuterias. Improvisaram uma
mesa e caderias e levaram para um bom local na feira
ao lado das barracas e lembro-me que fizeram tanta
bagunça que atraiam as pessoas para venderem!!
E conseguiram!!
Com o dinheiro da venda, compravam mais materiais
e foram fazendo mais coisas. Essa iniciativa foi muito
boa pois na feira ainda não havia barracas
de bijuterias na época o que incentivou muito
meu filho de continuar com suas criações.
Participou de um curso de bijoux que teve na escola
que frequentava APAE, e aprendeu mais coisas ainda
e depois ele passou a comprar revistas e fazer as
bijoux mais procuradas e por incrível que pareça
as mais trabalhadas!
Ele nunca perde uma oportunidade de mostrar suas bijoux
e também de vendê-las. Se a gente sai
de viagem ele não perde uma oportunidae de
levá-las ( escondido ) e vendê-las onde
depois recebe muito elogios pelos seus trabalhos.
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Como é o trabalho
com bijuterias e onde ele desenvolve e vende suas
peças
Ele tem muita criatividade
em realizar suas peças, faz colares, pulseiras,
cintos, mini ponchetes, chaveiros brincos. Gosta muito
de traçar peças em teares para bijoux.
Procura sempre pesquisar em revistas, Tvs ( novelas
) ou vendo em lojas. Tem um lugar numa salinha com
todos materiais disponiveis para trabalhar. Ele é
bem organizado em guardar todos materiais.
A venda de suas peças a maioria ocorre em feiras
livres que acontecem ao lado de casa toda quarta feira
e também recebe muitas pessoas em casa à
procura de encomendas em datas especiais.
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Qual
a maior realização e qual a maior dificuldade
hoje como profissional?
A maior realização é que ele
consegue despertar interesses nas pessoas que o procuram
e elogiam seus trabalhos. A dificuldade encontrada
até hoje é a venda das peças
no comércio ( consignação ) não
dão valor pelo trabalho de algumas peças
( material gasto ).
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Para que tipo de publico
ele desenvolve e vende suas peças?
De um modo geral, amigos
pessoas conhecidas parentes etc.
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O Tatá já
conseguiu a independência financeira com seu
trabalho?
Todo trabalho que ele
vende ele guarda seu ganho. Só que está
em compreender ainda que para produzir novas peças
ele tem que comprar mais isto é gastar um pouquinho
mais de seu ganho, coisa que ele não aceita
ficando portanto essa parte para mim, mas estou tentando
fazê-lo coompreender que ele também tem
que gastar para ganhar mais.
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Qual a maior dificuldade
que um deficiênte físico encontra quando
quer começar a trabalhar e o que na sua opinião
precisaria ser mudado.
A dificuldade nessa parte
seria o entrosamento, agilidade e responsabilidade.
Eu acho que poderia ter cursos e treinamentos especiais
nesse ramo pois às vezes há cursos por
aqui e não é aquele atendimento certo
para cada um e também poderia ter uma exposição
e vendas dos trabalhos realizados em grupos.
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Que conselho você
daria aos portadores de deficiência que querem
se dedidar a uma atividade profissional.
Eu acho que eles devem
ter sim uma atividade profissional. Fazendo parte
da sociedade ele vai se tornando mais independente
e vai aprender também a se entrosar cada vez
mais com as pessoas.
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