
À esquerda, pérola
que se formou presa à concha (pérola blister).
À direita, pérolas de água doce. (Fotos
do livro Pierres précieuses et pierres fines, de Bauer
& Bouska.)
A pérola é formada principalmente de carbonato
de cálcio, na forma de aragonita, com rara calcita.
O carbonato responde por 92 % da pérola, sendo
os 8% restantes formados de conchiolina (6%) e água
(2%).
Esses constituintes depositam-se em camadas concêntricas
em torno de um corpo estranho que invade o corpo do molusco
e são o resultado de um mecanismo de defesa contra
esse invasor. Ao contrário do que geralmente se
pensa e se lê, esse corpo estranho geralmente é
um verme que perfura a concha e se aloja nas partes moles
do molusco, e não um grão de areia.
De dentro para fora, encontra-se normalmente uma camada
de conchiolina, escura e delgada, depois uma camada de
calcita prismática e por fim a aragonita, em lamelas
sobrepostas e paralelas à superfície externa
da pérola. Essa seqüência pode aparecer
em ordem inversa ou repetir-se.
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Pérolas diversas (Foto do livro Gemas do Mundo,
de Walter Schumann)
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Como é a aragonita quem dá
brilho, cor e iridescência, se a camada externa for
de conchiolina a pérola será escura e sem
valor comercial.
As variações na cor e na forma dependem do
tipo de molusco que a produz e também do ambiente
em que ele vive. Pérolas de água doce, por
exemplo, podem mostrar reflexos metálicos e formato
irregular.
A composição química e a estrutura
dão às pérolas baixa dureza, baixa
resistência química, mas alta resistência
a fraturas. |

Pérolas cultivadas de várias cores e formas.
(Foto extraída do livro Gems and Jewelry, de Joel
Arem)
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