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"A SAFIRA"
Por Pércio
de Moraes Branco - Geólogo
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Uma das gemas mais conhecidas e mais valiosas, a safira
é conhecida e usada há séculos.
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É ela que se vê, por exemplo,
no anel dos cardeais da Igreja Católica. Como o
rubi, ela é
uma variedade do mineral coríndon;
quando vermelho, o coríndon
é chamado de rubi;
nos demais casos, e especialmente quando azul, é
chamado de safira.
Desse modo, embora a safira
mais valiosa seja a azul com tons violeta, essa não
é sua única cor. Pode-se ter safira
verde, rosa, alaranjada (chamada padparadscha, extremamente
rara) dourada e até incolor (leucossafira). A safira
cinza tem valor gemológico apenas se mostrar asterismo.
As rochas em que costuma ocorrer são mármores,
basaltos ricos em alumínio, pegmatitos e lamprófiros.
A maior safira astérica
já encontrada tinha nada menos de 12,6 kg no estado
bruto e foi achada em 1966, em Mogok, Myanmar (antiga
Birmânia). Outras safiras
famosas são a Estrela Negra (233 g no estado bruto)
e a Stuart.
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Jóia com safiras azuis
e diamantes
Fonte: Gems and Jewelry,
de Joel Arem
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Rubi e safiras com asterismo
Fonte: Gemstones
Edit. Sterling
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Esta última, bem como a St. Edward,
pertencem ao tesouro da coroa inglesa. Das gemas lapidadas,
a maior de todas é a Estrela da Índia (563
ct), que está no Museu Americano de História
Natural de Nova Iorque. A Estrela da Ásia tem 330
ct e está também nos Estados Unidos, na
Smithsonian Institution (Washington). É também
famosa a safira Ruspoli,
de 135,8 ct, que está em um museu de Paris. A Estrela
da Meia-Noite é uma safira
astérica negra de 116 ct.
A safira azul é
passível de confusão com cordierita,
berilo, tanzanita,
espodumênio,
cianita, topázio
e outras gemas.
É produzida principalmente no Sri Lanka. Outros
produtores importantes são Myanmar, Tailândia
e Vietname (em basaltos do sul do país). Também
é produzida no Turquestão, Índia,
Quênia, Tanzânia, EUA e Austrália.
As melhores safiras
vêm da vila de Soomjam, na Caxemira (Índia),
mas as jazidas estão praticamente esgotadas. Ótimas
gemas vêm de Myanmar (Ratnapura) e as maiores, da
Austrália (Queensland).
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É rara no Brasil, existindo no
Mato Grosso, Goiás, Santa Catarina e Minas Gerais.
O maior centro de lapidação é a Índia.
Embora seja hoje uma gema valiosa, já houve época
em que a safira era
usada apenas em mecanismos de relógio (como rubi).
Hoje, as safiras
impróprias para uso em jóias são
empregadas em esferográficas sofisticadas, instrumentos
óticos e elétricos e em janelas de fornalhas
de alta temperatura.
Por tratamento térmico, a safira
pode ficar tanto mais clara quanto mais escura. A amarela
fica incolor e a violeta fica rósea. Usam-se temperaturas
entre 1.500 ºC e 1.800 ºC, em forno elétrico,
em ambiente com oxigênio ou não, e o processo
demora de duas horas a três dias. Safiras
praticamente incolores do Sri Lanka podem ficar bem azuis.
Expostas a radiações, as safiras
incolores ou róseas ficam alaranjadas. A incolor
ou amarelo-clara, sob ação dos raios X,
fica amarela, semelhante a alguns topázios.
O nome dessa gema vem do grego sappheiros (azul), pelo
latim saphirus.
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Safira da variedade padparadscha
Fonte: Gemstones
Edit. Sterling
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