"Concreto Celular"
Por Mônica Girard - Artesã
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Desenvolvido na Suécia nos anos 20, o concreto celular chegou no Brasil no final dos anos 50.
Este material é produzido a partir do processo industrial de mistura de cal, cimento, areia, água, materiais silicosos e alumínio em pó que funciona como fermento, fazendo a argamassa crescer e ficar cheia de células de ar, tornando-a leve. É um concreto leve obtido da expansão desta mistura, com o auxílio de produtos formadores de gases que submetidos a determinadas condições de pressão e temperatura do vapor saturado resulta nesse versátil material.
Em princípio, o concreto celular foi utilizado em projetos arquitetônicos, sem a necessidade de estrutura de edificação em construções de até 3 andares, como em blocos e painéis de diversos tamanhos e tipos ou simplesmente como divisórias internas ou, ainda, como elemento de vedação. Seu comportamento quanto a odor, mofo e parasitas é quimicamente neutro, não apresentando, qualquer inconveniente. Não apodrece, não amolece com água e não se desintegra facilmente. É um material incombustível. Além disso, apresenta excelente resultado de atenuação acústica.
O concreto celular pode ser serrado, esculpido, furado ou pregado e após a impermeabilização, ganha uma impressionante resistência.
Hoje em dia, o concreto celular ganhou os ateliês de arte, pois permite que se faça grande variedade de peças, tais como vasos, cachepots, luminárias, porta-lápis, porta-retratos, espelhos, relógios, saboneteiras, brindes personalizados e com logotipos, sendo muito usado em esculturas, peças decorativas e também em bijuterias. etc
Você pode encontrar esse material versátil nas lojas de material de construção.

**Peças gentilmente cedidas da coleção particular da artista Diana Prario Heller que é nossa entrevistada neste mês de Dezembro/2004.

 
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