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Há, no Brasil,
vários museus que exibem gemas
em seu acervo. O Museu de
Ciência e Técnica, de Ouro
Preto, por exemplo, destaca-se pelo grande número
desse tipo de minerais. Em Brasília, há o
Museu Nacional de Gemas,
que, como o nome diz, é especializado em gemas. |
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área destinada a restaurante mas que deverá
ser usada para expansão da loja
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Em Porto Alegre, o Serviço
Geológico do Brasil (CPRM) mantém o
Museu de Geologia,
que, além de exibir dezenas de tipos de gemas
brutas e lapidadas,
fornece amostras grátis de pedras
preciosas e outros minerais
e orienta gratuitamente quem tem dúvidas sobre qualquer
área da Geologia,
através do serviço Pergunte a Um Geólogo
(www.cprm.gov.br/pergunta.html).
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Nessa rede de museus que divulgam o amplo universo das
gemas brasileiras
e estrangeiras, surgiu
recentemente mais um, o Ametista
Parque Museu, com uma característica que
nenhum outro tem. Localizado em Ametista
do Sul, pequena cidade de 7.500 habitantes, situada
no norte do Rio Grande do
Sul (a 480 km de Porto Alegre), o Museu exibe praticamente
só minerais
extraídos naquela região, muitos deles em
garimpos do seu proprietário, Valmor
Fronza.
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Clique
na imagem
Carmen Fronza, guia
do Museu, no interior de uma das galerias
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Embora com número reduzido de peças, conseqüência
de sua curta existência, o acervo encanta pelas
grandes dimensões de muitas delas (há um
geodo de ametista
com 3 m de altura) e pelo exotismo de alguns agregados
cristalinos, cuja origem é de difícil entendimento
mesmo para os geólogos.Valmor Fronza possui várias
peças que serão levadas para o Museu, e
o amplo espaço disponível por certo permitirá
que o acervo seja bastante ampliado com o passar do tempo.
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Mas, não é essa a característica
que torna o Ametista Parque
Museu único no gênero no Brasil. O
que o diferencia dos demais é que, depois de admirar
todo o acervo, o visitante, sem sair do Museu, penetra
no subsolo e pode então ver exatamente como são
as incontáveis galerias de extração
de ametista daquela
região.
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bancos de madeira para descanso dos visitantes no subsolo
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Ë um passeio inesquecível
por mais de 200 m de galerias que se ramificam, formando um
labirinto em cujas paredes reluzem os cristais
no exato local em que se formaram, durante um evento vulcânico
ocorrido há 130 milhões de anos. |
São
galerias de piso nivelado, bem iluminadas, largas e altas,
que não oferecem o risco de se bater com a cabeça
no teto, mas que nem por isso dispensam o visitante de usar
o capacete que o Museu lhe fornece antes de entrar no subsolo.
Em alguns pontos, bancos de madeira permitem o repouso do
visitante cansado. |
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belíssimos cristais de calcita de 12 cm x 1 cm
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Dessas galerias, o visitante
sai por uma rampa que o leva à loja do museu, onde
pode comprar gemas, jóias, CD com fotos do Museu e
outros produtos.
Uma passarela leva o visitante para fora do prédio,
até um mirante de onde se tem ampla visão de
um vale muito verde, uma vista que é um verdadeiro
repouso para os olhos. Essa área ajardinada do Museu
será ampliada e melhorada.
A deficiência mais séria está prestes
a ser sanada. As peças do acervo ainda não estão
identificadas, mas através de acordo firmado pelo Museu
com o Serviço Geológico do Brasil, fizemos,
dia 19 de novembro, o levantamento de todas elas e em breve
o Museu receberá as etiquetas de identificação. |
Quem quiser
visitar uma frente de extração de ametista
em atividade tem inúmeras opções, pois
essas frentes são muitas na região e estão
todas próximas. Os proprietários do Ametista
Parque Museu, por exemplo, estão extraindo
essa gema logo ao lado
do Museu.
O município de Ametista
do Sul é o principal produtor de ametista
de uma região que inclui outros sete municípios
e que é a maior área de extração
dessa gema do mundo,
tanto em extensão quanto em volume produzido. A cidade
conta com um hotel pequeno mas confortável e acesso
asfaltado, via Planalto.
Para quem vai por Frederico
Westphalen, o trajeto inclui um trecho sem pavimentação,
mas trafegável com qualquer tempo, e travessia por
balsa no Rio da Várzea. |

dois enormes geodos de ametista, o maior com 3 m de altura
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belíssimo cristal de selenita (gipsita incolor)
em geodo de ametista
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A localização
do município favorece muito a visita de pessoas procedentes
de Santa Catarina,
o que explica o predomínio dos catarinenses entre
os visitantes.
Além do museu, recomendamos uma vista à escola
de lapidação que o SENAI mantém
na cidade e à pirâmide
existente na praça central. Trata-se de uma grande
pirâmide de vidro de cor violeta, sobre base de alvenaria.
Entrando-se nela, vê-se que internamente as paredes
da base são parcialmente revestidas de ametista.
Clique
na imagem

pirâmide de vidro e alvenaria
no centro de Ametista do Sul |

geodo de quartzo pseudomorfo
sobre anidrita, extraído em Ametista do Sul, à
venda por US$ 12.000
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detalhe de um geodo de ametista
com ágata
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