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As designers
e artistas plásticas Dorothea
e Renata Rosenthal, da
Batik Brasil, através de seus trabalhos maravilhosos
e únicos, serviram de fonte de inspiração
para o desenvolvimento da coluna de Artesanato deste mês.
Grande parte do conteúdo a respeito do BATIK
foi baseado nas informações gentilmente cedidas
e pesquisadas pelas designers. Meu agradecimento especial
a elas e também a amiga Elizabeth
Reale, quem indicou e apresentou o trabalho dessas
maravilhosas artistas.
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O
nome “BATIK” vem
do javanês “ambatik”
que significa desenhar, escrever.
Contudo, não existe registro exato na história
da arte do BATIK.
Sabe-se que o emprego da técnica como estamparia
de tecidos, data de cerca de 2000 anos atrás, proveniente
do leste da Ásia central e na Índia. A técnica
se propagou pelo Oriente Médio através das
rotas das caravanas comerciais. A história atribui
o aparecimento do BATIK
na China, na dinastia de Sui e no Japão, no período
Naia. Estes BATIKS
eram confeccionados em seda, cujos temas mais freqüentes
eram árvores, animais, tocadores de flauta, cenas
de caça e montanhas.
Foram encontrados envoltórios mortuários
feitos de algodão nos templos de Java e de Bali.
Existe, no entanto, comprovações da exportação
de BATIKS elaborados
em seda oriundos da China, de Java, da Sumatra e da Pérsia,
por volta do século XVII. Sabe-se que no Egito
empregava-se esta técnica no linho e na lã,
com predominância da cor azul.
Na África central, nas tribos da Nigéria
do sul e no Senegal, a estamparia de tecidos com a técnica
do batik já
existia há séculos. Diferenciavam-se quanto
à utilização da pasta da mandioca
e da pasta do arroz para a fixação do desenho,
ao invés da cera de abelha e da parafina. |
No
início do século XVI, a Europa descobre
um procedimento original na arte de tingir tecidos, através
de nativos da Indonésia, mas especificamente da
Ilha de Java.
A originalidade se dá através de sobreposição
de cores, das mais claras para as escuras, através
da imersão do tecido em pigmentos e o uso da cera
de abelha para delinear os contornos dos desenhos. Sua
principal característica, que são os veios
escuros, é uma conseqüência do craquelamento
da cera e pela imersão do trabalho na última
cor, geralmente escura, como o preto.
A origem da arte do BATIK
não é precisa, mas os indícios históricos
apontam para Java central, nas regiões de Yogyakarta
e Soto. Segundo dados históricos, cada família
real possuía seu padrão, e o BATIK
era produzido sob o patrocínio do sultão
e sua corte. Contudo, para alguns cidadãos era
permitido copiar os padrões e usá-los em
ocasiões especiais.
Os materiais empregados eram tecidos de fibras naturais,
cera de abelha, carimbos, uma ferramenta de cobre atrelado
a uma haste de madeira, chamado de “cating”
e pigmentos extraídos de plantas nativas para o
tingimento. As cores eram obtidas de uma série
de plantas, que curtidas em tambores de madeira transformavam-se
em pastas. |
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O
BATIK, tradicionalmente,
usava tinturas naturais de azuis profundos do “índigo”.
Somente no final do século XIX é que as
cores se tornaram mais fortes, brilhantes e variadas com
a ajuda das tinturas químicas.
Mas é na Indonésia, mais particularmente
na ilha de Java, que a utilização desta
técnica alcançou o seu apogeu. Vários
artesãos indonésios foram levados para a
Holanda, em 1835, para propagar a sua arte em diversas
fábricas holandesas.
No século XX, os alemães desenvolveram o
batik em escala industrial,
deixando, assim de ser uma arte meramente artesanal para
se tornar uma prática computadorizada.
Na atualidade, os indonésios usam normalmente o
BATIK em suas roupas
e o turismo explora essa arte, no mercado de objetos,
roupas e telas.
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