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"Falsa Madrepérola"
em cerâmica plástica
Por Beatriz Cominatto - Fimo
Designer
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Alguns moluscos têm a face interna de suas
conchas revestidas com uma camada lisa, nacarada ou perlífera,
chamada madrepérola
(mãe da pérola). É uma gema orgânica,
de brilho iridescente, que reflete as cores do arco-íris
quando na incidência de luz. Sua composição
é semelhante à da pérola, composta por
cristais de aragonita e conchiolina. |
| Esse nácar, que é liberado por
algumas células desse molusco, é o responsável
pela formação de pérolas em seu interior
pois, toda vez que um corpo estranho (um grão de areia
ou um parasita, por exemplo) entra em seu interior e não
consegue ser eliminado, como defesa, esse mesmo grão
é recoberto gradativamente pelas porções
cálcicas nacaradas que, lentamente e em finas camadas,
vão originando a pérola. Esse processo chama-se
enquistação e dura até que o molusco morra. |
São encontradas
principalmente na Austrália, Nova Zelândia,
EUA e Filipinas. Mas as cultivadas em criadouros têm
como países fortes o Japão e a China.
Nem todos produzem um nácar bonito e valioso. Muitos
são opacos e de baixo valor. Os provenientes dos
mares tropicais costumam ser os mais bonitos. Podem ser
encontrados em tipos diferentes de moluscos, como nas ostras
e até em alguns mexilhões, inclusive de água
doce. Têm coloração bastante variada,
desde um cinza escuro ao branco, passando pelo creme, tons
rosados, dourados, alaranjados e azuis esverdeados.
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| Algumas ostras são maiores, como no caso das encontradas
no pacífico sul (onde a pesca não tem controle),
e de onde provém grande parte da madrepérola
utilizada em peças decorativas, botões, jóias
e acessórios.
No Brasil, na região sul da Ilha de Marajó (Pará),
ostras perlíneas estão sendo encontradas, abrindo
a futura possibilidade de seu cultivo em larga escala e produção
de pérolas e madrepérolas
de água doce. Interessante notar que essas conchas
marajoaras produzem uma espessa madrepérola.
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Sua reprodução na cerâmica plástica
é bastante divertida e gostosa de fazer. Bem menos
complicada do que aparenta, apenas tomando a precaução
da utilização de massas peroladas. Sua coloração
poderá ser suave, ou um pouco mais intensa, conforme
você escolher.
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Recomendo que as massas sejam tingidas, também com
pigmentos perolados, para chegar a um resultado mais interessante.
Um Skinner Blend (técnica para fazer um bonito degradê)
é necessário entre as tonalidades escolhidas.
Algumas etapas de sua confecção lembram um pouco
o Mokume Gane (uma bonita técnica utilizada na joalheria
e na cerâmica plástica), e a modelagem do abalone
Paua que, apesar da forte coloração, também
é a face interna de uma concha. |
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O acabamento deverá ser perfeito,
muito bem lixado e polido (lembre-se sempre que isso poderá
ser um diferencial em seu trabalho!). Nas peças que
aqui apresento, optei também por uma farta camada de
verniz apropriado à cerâmica plástica.
Escolhi esta técnica especial e muito linda para encerrarmos
mais este ano juntos, desejando a todos os amigos internautas
que aqui acompanham meu trabalho, e também a todos
os amigos e parceiros que fazem parte da equipe do Portal
das Jóias, um Natal com muita luz e um ano novo com
bastante prosperidade.
Um grande abraço e até 2006!
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| (autoria do texto: Beatriz Cominatto) |
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