No
mês passado verificamos a importância que
o designer pode
assumir dentro de uma empresa. Neste mês vamos
falar um pouco mais sobre o papel desse profissional
em imputar uma série de funções
ou significados no contexto de uso de uma jóia,
que vão além da sua função,
os quais devem ser considerados, ou ao menos previstos,
pelo designer ao longo da atividade projetual.
Uma das principais funções do designer
é de atribuir significados de níveis
mais complexos como questões de segurança,
facilidade de uso, prestígio e enriquecer dessa
forma o produto, embutindo sentidos duradouros, em
oposição à efemeridade da moda,
atingindo um grau maior de aderência aos significados
e funções do mesmo, visto que seu trabalho
está ligado aos estágios de concepção,
produção e distribuição.
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Staurino Fratelli
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Silvania
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Bliss
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Partindo
da premissa em que “o ser humano não responde
às qualidades físicas das coisas, mas
ao que elas significam para ele” (Krippendorff, 2000),
o design deve levar em conta fatores como cultura,
gostos, experiências individuais, valores e
preconceitos. Esse conjunto de aspectos diz respeito
ao que Löbach (1981) identificou como função
simbólica, que complementa as funções
prática e estética dos objetos.
Assim, os produtos refletem aspectos do indivíduo
dentro do seu contexto histórico, portanto,
é necessário conhecer este ser humano
para se criar produtos de forma coerente com seus
desejos e necessidades. Boneto (1993) afirma que “um
designer não
pode viver isolado no alto de um pedestal, tem que
experimentar e compreender as situações
e problemas relacionados com a utilização
de um produto”. O autor destaca a importância
de conhecer o que o consumidor realmente precisa e
deseja em relação a objetos. Com referência
a essa preocupação com o consumidor,
Moraes (1997) propõe que o indivíduo
seja adotado como o principal meio de orientação
projetual. Isto é, atualmente, o que deveria
vir em primeiro lugar seriam os desejos e necessidades
do consumidor e remediar essas carências criando
produtos. Levando em conta esse enfoque, há
a possibilidade de surgir soluções mais
inovadoras, diferenciadas e, às vezes, inusitadas
(Moraes, 1997).
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| O
designer age
no caso da atribuição de significados
aos produtos, uma vez que seu trabalho está
ligado às fases de concepção,
produção e distribuição.
Dessa forma o designer
pode atribuir significados aos objetos nas diversas
fases de suas atribuições, que vão
muito além da funcionalidade do produto. Bonfim
(1995), ao falar sobre o artefato como elemento capaz
de portar informações sobre o desenvolvimento
de uma sociedade, afirma que o mesmo “independente
das funções imediatas a que serve, revela
algo sobre o próprio objeto, sobre seus usuários
e sobre o momento social, político e econômico
em que se dá o relacionamento entre eles”.
O objeto carrega concepções e valores
resultantes da leitura do designer
sobre a cultura e a sociedade a que pertence, traduzindo
assim comportamentos, visões de mundo, valores
estéticos e estágios tecnológicos
que nos possibilitam uma leitura da cultura em que
os mesmos estão inseridos.
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Dessa
forma, nos últimos anos, design e marketing vêm
se transformando em áreas inseparáveis.
O designer não
deveria mais criar nada sem antes fazer uma pesquisa
de mercado, buscando as expectativas e necessidades
do consumidor, características do mercado e da
concorrência, assim como investigando o público-alvo
e o comportamento do mesmo. Isto colocado fica claro
que a sociedade de consumo atual se movimenta pela conquista
do consumidor, oferecendo novidade, praticidade, conveniência
e uma série de apelos emocionais, fisiológicos
e sociológicos.
Chegamos ao final de mais um ano, presentes são
trocados, símbolos freqüentam vitrines
iluminadas e nossas casas, melodias e cores refletem
emoção, aconchego, paz e harmonia. Na
nossa sociedade, poucas datas comemorativas possuem
significados tão ricos quanto o Natal, os quais
podem ser atribuídos pelo designer
aos produtos, valorizando ainda mais esta grande festa.
Por fim, aproveito a ocasião para desejar
a todos um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de sucesso,
paz e muitas... muitas idéias. Somos privilegiados
porque contamos com o seu interesse, opinião
e preferência, e é isso que nós
dá motivos para continuarmos sempre buscando
o melhor para você.
Até 2006!!!
Fonte: livro “O poder do design: da ostentação
à emoção”, publicado pela Thesaurus
Editora, em lançamento neste mês.
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