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Batik
é uma tradicional e milenar técnica de pintura
em tecido, onde o “ba” vem da palavra “amba”, que em javanês
significa “escrever”, e o “tik”, vem da palavra “titik”, que
na Indonésia significa “pontilhar”.
Sua origem é um pouco incerta, mas bastante utilizada
por povos antigos, tanto na África, como na Ásia
e no Oriente Médio. Mas foi em Java que alcançou
sua maior expressão.
Muitos estilos foram desenvolvidos, com características
e significados bem peculiares. Aplicados em materiais diversificados
também, como tecidos de algodão, seda, lã,
couro, papel e até na cerâmica convencional,
madeira e casca de ovo. Em sua maneira original de trabalhar,
cera derretida é aplicada como isolante de áreas
que ficarão protegidas durante a etapa do tingimento. |
É um processo minucioso, onde a cera endurecida
é craquelada, para que a tinta penetre nessas rachaduras,
dando um efeito muito bonito ao trabalho. O processo pode
ser repetido várias vezes com tinturas de colorações
diferentes, sempre da mais clara à mais escura, e
sempre isolando com cera a área onde não se
queira que a nova camada de cor seja absorvida. É
uma arte que exige muita perícia para se obter bons
resultados!
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Métodos diferentes podem ser utilizados
na aplicação da cera quente, como escova,
pincel, carimbos ou uma agulha de metal inserida em um recipiente
de madeira.
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Como última etapa, a cera é
dissolvida com a imersão da peça em um solvente
apropriado, ou colocada em água fervente, ou então
passada a ferro quente entre folhas de papel absorvente. As
cores e efeitos se revelarão somente no final de todo
o processo, proporcionando uma peça de beleza ímpar! |
Mais informações sobre o
Batik tradicional você também poderá encontrar
na excelente matéria escrita por Mônica
Girard.
Já o efeito do Batik na cerâmica plástica
é bem mais simples de ser feito, mas com resultados
variados e interessantes, conforme as fotos aqui apresentadas
de peças de autorias diversas. Somos todas participantes
ativas do CDCP (Clube da Cerâmica Plástica),
onde em nossas reuniões mensais sempre uma nova técnica
é experimentada por todos, em suas múltiplas
variações e aplicações. Essa atividade
prática geralmente é coordenada por algum dos
membros participantes, que já tenha experimentado ou
pesquisado um pouco mais sobre o assunto em pauta. Em setembro
passado testamos o Batik, sob a orientação de
nossa amiga Elisabeth Reale. |
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Para esta técnica
é recomendável o uso de massa de cor clara.
Na técnica original é utilizado um gel isolante,
solúvel em água. Em substituição
a ele, e sob a orientação de Elisabeth, que
já havia testado antes com sucesso, usamos a Guta,
muito utilizada na pintura em seda. Áreas foram delineadas
e, depois de secas, recobertas com tinta. |
A Piñata, que é a tinta mais indicada por
sua total transparência, nos proporcionou os resultados
mais próximos ao efeito do Batik verdadeiro, mas
não é encontrada no Brasil.
Outros resultados lindos e mais contrastantes também
foram obtidos em nossos testes, como a aplicação
de tinta acrílica, que é uma alternativa bem
mais fácil de ser encontrada por aqui, embora não
seja transparente.
É uma técnica que despertou minha curiosidade,
na qual ainda estou trabalhando em novas pesquisas, e já
com idéias de novas experiências!
Quero agradecer às minhas amigas e companheiras
do CDCP: Adriana Delphino,
Elisabeth Reale, Florinda Umezu e Mônica Girard, que
forneceram imagens de seus trabalhos para ricamente ilustrar
esta matéria!
Também desejar a todos os meus amigos leitores,
um feliz Natal e um 2007 repleto de arte e criatividade!
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(autoria do texto: Beatriz Cominatto)
**As imagens e texto desta coluna são de propriedade
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