A Smithsonian Institution, em Washington (EUA), abriga um complexo de dezenove museus, dos quais o Museu de História Natural é o mais visitado. Aliás, eles dizem que é o museu mais visitado do mundo.
Além de acervos fabulosos, os museus da Smithsonian oferecem duas grandes vantagens ao visitante: em todos eles é permitido fotografar, inclusive com uso de flash, e em todos o ingresso é gratuito.

Ao lado da maior coleção de grandes meteoritos do planeta, o Museu de História Natural tem uma maravilhosa galeria de gemas brutas e lapidadas, onde algumas peças se destacam por suas grandes dimensões, como diversos topázios brasileiros, e outras não apenas por isso, mas também por sua beleza, história e fama.

Mostramos aqui algumas das muitas peças que mostram porque aquele museu é tão procurado. Acima enorme topázio brasileiro, com 22.892,5 quilates (4,578 kg) e 172 facetas. O Museu possui também dois topázios brasileiros no estado bruto, um pesando 31,8 kg e o outro, 50,4 kg, ambos de Minas Gerais.

A direita outra bela gema brasileira do acervo, uma maravilhosa kunzita procedente de Minas Gerais.

A esquerda um quartzo com inclusões de rutilo dourado, medindo 35 cm x 22 cm x 10 cm, também belíssimo, igualmente procedente de Minas Gerais.
A peça ao lado é a maior esfera de cristal-de-rocha sem defeitos existente no mundo. Não se percebe nenhuma impureza ou qualquer tipo de defeito nela. Foi lapidada na China, em 1923-1924, mas acredita-se que o cristal tenha sido descoberta em Myanmar (antiga Birmânia). A esfera mede 32,7 cm de diâmetro e tem 48,5 kg (242.323 ct).
Atrás dela, podem ser vistos dois grandes topázios brasileiros, um amarelo e outro rosa, que são os que citamos no início. Note-se que a imagem dos dois cristais aparece na metade inferior da esfera de cristal-de-rocha, invertida.
Acima, duas das gemas mais famosas do mundo. À esquerda, o rubi Carmen Lúcia, de 23,1 ct, encontrado em Myanmar (Mogok) e assim chamado em homenagem a uma brasileira, esposa de Peter Buck, que o doou ao Museu de História Natural.
À direita, o lendário diamante Hope, a mais famosa das gemas famosas do museu. É o maior diamante azul que se conhece (45,52 ct), e ocupa um expositor giratório exclusivo.
Outras duas grandes atrações. A esmeralda Hooker, de 75,47 ct (27 mm) e excepcional pureza, e a safira Logan, de 423 quilates, procedente do Sri Lanka. Esta é talvez a maior safira azul lapidada do mundo.

Créditos das fotos: Dane A. Penland (Hope), Chip Clark (Carmen Lúcia, Hooker e Logan) e Pércio de Moraes Branco (as demais).
Fale com Pércio: museugeo@pa.cprm.gov.br
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