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"Colorindo com giz de cera"
(na cerâmica plástica)
Por Beatriz Cominatto - Fimo
Designer
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**As imagens e texto desta coluna
são de propriedade da artesã e sua empresa. Cópias
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Há
tempos atrás, escrevi sobre uma
técnica
de inclusão na cerâmica plástica,
muito fácil, simpática e divertida, feita com
temperos culinários e outros produtos comestíveis,
como o café solúvel, por exemplo. Na época,
recebi muitos e-mails carinhosos, elogiando a matéria
e os resultados das peças. Mas na verdade, são
muitas as técnicas de inclusão,
e vão muito além disso. Muitas substâncias
podem ser incorporadas à massa, com efeitos bastante
variados. Claro que sempre tomando a devida precaução,
de saber o que está sendo adicionado, sua reação
à cerâmica plástica (que é um produto
químico), e a conseqüente reação
dessa inclusão ao calor da queima.
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Conversando certa vez
com um grupo de amigos sobre esse tema, surgiu o comentário
de minha amiga Elizabeth Reale, contando sobre o sucesso de
suas experiências, ao adicionar giz
de cera à massa. Isso me despertou uma certa
curiosidade, pois até então nunca havia visto
esse resultado. |
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| Como eu estava à procura
de uma técnica fácil e bonita para trazer a vocês,
já que minhas últimas matérias foram um
pouco mais complexas, resolvi “brincar”
um pouquinho com isso. A primeira coisa que fiz foi “assaltar”
a caixa de giz de cera de
minha filha, em seu armário de material escolar. Me deparei
com cores lindas...foi difícil escolher! Comecei ralando
diversas cores de giz em um ralador fino. Adicionei-os então
à massa translúcida, modelei algumas peças
e levei ao forno. |
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Com o calor deste, o giz
derreteu, e suas cores se incorporaram parcialmente à
massa. Digo parcialmente pois, pelo menos em minhas experiências,
algumas cores “minaram”
para fora, abrindo pequenos e interessantes sulcos na massa
(poucos, mas de efeitos estratégicos). A massa perdeu
uma pouco de sua translucência, por causa da estearina
presente no giz, mas uma
opacidade na medida certa. Algumas partículas do giz
também ficaram ainda aparentes, proporcionando um efeito
granulado. Tomei o cuidado de enxugar todo excesso de óleo,
lixar um pouco a superfície, e depois aplicar uma boa
camada de verniz para não
haver o risco de sair colorindo nenhuma blusa desavisada. Mas
lembre-se, use somente verniz
apropriado para cerâmica
plástica! Você poderá experimentar
esta técnica, ralando o giz
em espessuras diferentes, até mesmo apenas raspando o
giz com ajuda de uma fina
lâmina, ou de maneira mais grossa, utilizando o ralador.
Os resultados são diversificados. |
Cuide também para não misturar muito o giz
à massa e não incorporar totalmente esses pigmentos,
pois o próprio calor das mãos começará
a amolecer a cera do giz,
deixando a cor muito homogênea, pois o interessante é
preservar o mesclado e um pouco do contraste. Aplicar mais de
uma cor na mesma porção de massa, também
deixará seu trabalho muito mais bonito!
Espero que você goste. Até a próxima! |
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