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O
crisoberilo
tem, entre suas variedades gemológicas, uma
chamada alexandrita,
que é uma das gemas mais valiosas que se conhece.
Ela foi encontrada a primeira vez em 1833 pelo explorador
sueco Nils Nordenskiöld,
nos montes Urais (Rússia).
Como naquele dia Alexander
Nicolajevitch,
o futuro czar
Alexandre II, completava
doze anos de idade, foi dado à gema o nome
de alexandrita. |
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Nordenskiöld
percebeu que o mineral tinha uma curiosa propriedade:
mostrava cor verde
sob luz natural, mas vermelha
quando visto sob luz incandescente. Isso foi uma notável
coincidência porque vermelho
e verde
eram justamente as cores do exército do czar.
Por isso, a alexandrita
passou a ser um símbolo nacional da Rússia
Durante muito tempo, a Rússia foi o único
produtor dessa variedade de crisoberilo.
Mas, suas reservas esgotaram-se e entre 1960 e 1980
o Sri Lanka passou a ser o produtor mais importante,
de lá se extraindo gemas até melhores
que as russas. A maior alexandrita
lapidada que se conhece,
com 65 quilates, foi encontrada justamente no Sri Lanka,
mas hoje está no Museu
de História Natural de Washington (EUA).
Ainda no Sri Lanka, encontrou-se uma alexandrita
que pesou, no estado bruto, 375 g. |
Entre
1970 e 1980, o Brasil também passou a produzir
alexandrita,
na Bahia, Espírito Santo e principalmente Minas
Gerais. Neste estado, a alexandrita
era extraída inicialmente no município
de Malacacheta. Em 1986, porém, descobriu-se
grande quantidade dessa gema em Hematita, município
de Antônio Dias, com o que os demais garimpos
foram praticamente abandonados. A jazida de Hematita
levou o Brasil à condição de
maior produtor mundial.
Desde 1970, produz-se alexandrita
sintética, e há também, no mercado,
imitações feitas com espinélio
sintético ao qual se adicionou óxido
de vanádio. Deve-se ter cuidado ao comprar
alexandrita
porque essas imitações são vendidas
sob nomes que enganam o consumidor como alexandrina,
alexandrita sintética
ou simplesmente alexandrita. |
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Fontes: BRANCO, P. DE M. Glossário
gemológico. 3 ed. Porto Alegre, Sagra-DC Luzzatto,
1992. p. 18.
CASTAÑEDA, C. et. all. Gemas de Minas Gerais. Belo
Horizonte, Soc. Brasil. de Geologia, 2001. p. 200-201.
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