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Pretendemos
neste artigo discutir o momento atual e o futuro das
empresas sem citar nomes de Joalherias.
Apesar dos empresários não parecerem
muito preocupados com o futuro das suas empresas,
queremos discutir exatamente este ponto. Até
porque muitos destes empresários acreditam
que irão existir por séculos.
Quem não se lembra de marcas famosas, como
Mesbla, Imcosul,
JH Santos, Disapel
e Hermes Macedo?
Isso só pra citar algumas do varejo da década
de 80 e início dos anos 90.
Em pouco mais de dez anos estas marcas de empresas
poderosas deixaram de existir. Nem pesquisando na
web se encontra alguma referência a elas. A
única exceção é a Mesbla,
que possui, ainda, alguns comentários a seu
respeito em revistas eletrônicas.
No estudo Raio-X do e-commerce no RS, realizado pela
WBI Brasil (Quem é quem na mente do consumidor),
ficou constatado que existe uma mudança de
comportamento por parte do consumidor moderno.
A grande reflexão proposta no estudo é
mostrar que o consumidor hoje passa a ter outras marcas
em mente e que, no futuro, as atuais líderes
de mercado podem deixar de existir caso não
ocupem seus espaços junto aos consumidores,
independentemente delas venderem ou não pela
web. Como consumidora aprendi a comprar acompanhado
dos meus pais, que me levavam em lojas que eles estavam
acostumados a freqüentar e que hoje os meus filhos
compram sem intervenção alguma de minha
parte, pois são eles mesmos que escolhem as
lojas, os produtos e as marcas que eles querem adquirir.
Esta mudança no comportamento das novas gerações
precisam ser compreendidas pelo empresário.
Caso contrário, ele pode vir a ser uma nova
Mesbla.
Portanto, o sucesso no passado não garante,
de forma alguma, a presença no futuro. É
preciso que as empresas, principalmente as do varejo
que ainda não despertaram para o potencial
da Internet, comecem a desenvolver estratégias
digitais para se relacionar com este público.
Das marcas on-line como Amazon,
Submarino, Google,
Dell, Yahoo
e Orkut, por
exemplo, nenhuma delas existia há dez anos.
E a pergunta que fica no ar: "Será
que as marcas líderes de hoje vão existir
daqui a dez anos?".
Os baixos índices de citação
das marcas tradicionais no estudo mostram que o sinal
amarelo está aceso. E os gestores destas redes
precisam estar atentos ao que acontece no meio virtual.
A web mostra, cada vez mais, que o importante não
é somente ter um site perfeito no que tange
à tecnologia, mas sim desenvolver ações
eficientes com seu público, visando conquistá-lo
e fidelizá-lo.
Os números estão aí e mostram
exatamente o que está acontecendo no meio digital.
Os próprios sites de conteúdo indicados
pelos internautas na pesquisa apontam para um crescimento
dos veículos exclusivamente de mídia
digital, enquanto os jornais tradicionais perdem,
definitivamente, seu espaço na mente do consumidor.
Quanto tempo levará para que este consumidor
deixe de assinar o jornal impresso que ele lê
há anos?
Quanto tempo levará para ele optar por um veículo
mais ágil, mais completo e que permite o acesso
ao seu conteúdo de qualquer lugar?
A mobilidade crescente dos diversos aparelhos disponíveis
no mercado apontam para que estes veículos
comecem a pensar numa alternativa. Do jeito que está,
eles estão perdendo espaço. E clientes
também...
Será que o profissional que ingressar no mercado
daqui a cinco anos irá ler o jornal que o pai
dele está acostumado a ler hoje?
Os resultados apresentados no estudo no que se refere
ao posicionamento dos sites das grandes marcas e a
relevância destes sites apontam para uma necessidade
urgente de adequação do que é
a Internet e de como irão enfrentar as empresas.
Um dado apontado no estudo chamou a atenção
do público. Ao pesquisar alguns produtos nos
mecanismos de busca, 100% da pesquisa não apontou
empresa alguma do Rio Grande do Sul entre as dez primeiras
páginas deste mecanismo. Um internauta, normalmente,
procura no máximo até a segunda página
para localizar o produto ou serviço que deseja.
E as perguntas são muitas...
"Onde estão estas empresas?"
"Como o consumidor irá encontrá-la
na Web?”
"O que estão fazendo as entidades de classe
que deveriam esclarecer seus associados?"
Infelizmente, não vemos movimento dos representantes
destas entidades para conhecer o mercado digital.
Sinal de que não se interessam pelo tema. Como
conseqüência, seus associados ficam à
mercê dos predadores do mercado.
Um outro dado que merece uma grande reflexão
dos gestores destas empresas é o fato de que
somente 5% das empresas analisadas possui um domínio,
mostrando que o problema não é investimento,
pois um domínio custa quase nada por ano. Outro
ponto apontado como um grande problema nestes sites
é o cadastro. Enquanto alguns pedem dados demais,
outros pedem somente o e-mail, mostrando que não
existe política de relacionamento com o potencial
consumidor. O cadastro, muitas vezes, é o mesmo
para receber promoções e comprar, mostrando
um grande descuido com o perfil do seu potencial cliente.
Um bom projeto web necessita dar uma atenção
enorme à Data Base Marketing, pois é
dele que serão criados os filtros e os perfis
dos potenciais clientes. Senão, um cliente
masculino pode passar a receber e-mail com o seguinte
título: Jóias
para uma mulher brilhante! Um verdadeiro anti-case
de relacionamento...
Concluindo este artigo, cito algumas ações
essenciais para que uma empresa obtenha sucesso no
futuro. A primeira delas é desenvolver uma
estratégia de otimização do seu
site, de forma eficiente, para que ele seja facilmente
localizado nos mecanismos de busca.
A segunda sugestão é desenvolver uma
Data Base Marketing segmentado, que permita que as
ações de relacionamento como o e-mail
marketing sejam mais eficientes.
Concluindo:
para uma empresa obter sucesso no futuro, é
necessário que ela utilize forma eficiente
as ferramentas de comunicação da era
digital para poder interagir com o que o mercado hoje
exige: total mobilidade e interatividade. E que elas
conheçam e entendam o que são ferramentas
de comunicação da era digital...
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