"Quilting"

Por Mônica Girard - Artesã
Envie seu e-mail com sugestões para: mgirard@uol.com.br

 

A palavra quilt provem do latim "culcita", uma espécie de colchão ou almofadão enchido com algo macio e quente (assim como penas, plumas ou lã) e usado para se deitar ou cobrir. Encontrado em muitas partes do mundo, evidências da existência do quilting retrocedem a vários séculos antes dos romanos, embora como os tecidos são frágeis, sobreviventes antigos são raros. Uma estatueta de marfim esculpido, encontrada no Egito e acreditado datar de 3.400 AC, mostra um rei do Baixo Egito envolto em um manto no qual a decoração gravada tem as características de um quilting e o padrão emprega as mesmas combinações de diamantes ou losangos, tão populares hoje em dia.

Um tapete funerário, achado na Rússia no chão de um túmulo de algum chefe e datado algo entre 100 AC a 200 DC e provavelmente o item mais antigo de quilting que sobreviveu um dos mais bonitos correlatos de sobreviventes e um elegante chinelo em quilting encontrado em um monte de lixo de uma guarnição do exercito Tibetano, na Estrada da Seda e provavelmente feito entre 750 e 860 DC.
É a partir destes raros e danificados fragmentos que se procura construir uma história para o antigo quilting.
É a partir destes raros e danificados fragmentos que se procura construir uma história para o antigo quilting.

Um dos mais importantes usos do quilting em muitas sociedades antigas foi na confecção de armaduras pessoais. Fortes, bem assentados e bem "quilted", tecidos faziam uma efetiva defesa contra golpes de espadas, lanças e flechas. Foi utilizado por exércitos da China e Japão e pelo "Rajputs" da Índia e através da Europa até a Idade Média.

Alguns quilts encontrados na Sicília (Itália), datam do final do século XIV e apresentam estilos e técnicas em uso. Mas, somente na Idade Média é que encontramos evidências escritas que retratam relatos e inventários de famílias das classes superiores a respeito de quilts e vestimentas quiltadas. É razoável supor que as mulheres das famílias pobres faziam os quilts a que estes relatos se referem, por conseguinte, a arte e ofício do QUILT deve ter sido usado tanto em lares mais ricos como nos mais pobres.
Bons exemplos de quilting inglês vieram do começo do século XVIII. Estes sobreviventes eram muitas vezes partes de vestimentas e colchas para camas.
O Quilting era uma ocupação comum na maioria das sociedades até o tempo em que revestimentos e cobertas de cama manufaturados ganharam disponibilidade geral. Depois disso, o ofício se manteve associado a pobres que não podiam adquirir manufaturados ou peças prontas.
Nos anos 70, estudantes de profissões populares começaram a colecionar e elaborar quilts tradicionais. Eles não somente os colecionam mas os penduraram em paredes, contribuindo para que as pessoas comecem a aprecia-los, em parte pôr sua semelhança com certas pinturas modernas. Quando artistas têxteis começaram a ter interesse em quilts e faze-los para exibição em paredes mais que utiliza-los em camas, a arte quilt tinha nascido.

Atualmente, o trabalho do quilt, além de agradar aos olhos, pode servir como manta para nos aquecermos no inverno, como objeto de decoração brincando com padrões, texturas e prazer pelo exercício e pela beleza do resultado, bolsas e acessórios de moda e muito mais o que sua imaginação mandar. Sua versatilidade consegue unir e satisfazer os que amam o prático e usável, os que amam a beleza, os que apreciam o passado e os que contemplam o futuro.

Fonte da pesquisa: "The Quilter’s Handbook"- Rosemary Wilkinson

© Copyright Portal das Joias 2002/2006 - Todos os direitos reservados
|Política de Privacidade| |©Lei de direitos autorais|