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A
origem: A palavra filigrana
deriva do latim Filumm que significa fio e Granum,
que quer dizer grão. Uma tradução
literal nos levaria a concluir que se trata de um
fio granulado. Esta definição surge
pela aparência granulada que pode apresentar
a superfície de algumas peças clássicas,
já que os fios de metal vão envolvendo-se
para serem acomodados na área que se deseja
trabalhar.
Esta técnica é muito antiga (data pelo
menos, do século VIII) e de distante procedência
- China e extremo oriente. Desenvolveu-se posteriormente
na Espanha e em Portugal, sendo trazida para a América
através dos colonizadores. |
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As filigranas
são autenticas obras de arte concebidas por
meio de um entrelaçamento de delicados fios
de ouro e prata. Os ourives empregam como utensílios
de trabalho, um alicate para moldar os fios, uma tesoura
para cortá-los, um martelo que os ajusta para
que, finalmente, se unam com um maçarico. Assim,
com minúcia e agilidade criam verdadeiras jóias
rendilhadas.
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O
processo: A arte da
filigrana
nasceu como adorno de peças de ourivesaria
em conjunto com granitos e outros enfeites, realçando
chapas de ouro ou ziguezagueando em objetos mais
requintados entre pérolas e pedras preciosas.
A filigrana
é inteiramente feita à mão
e exige do ourives o mais alto grau de imaginação,
paciência e habilidade.
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O corpo
da peça é constituído por uma
armadura feita em lâminas de ouro
e prata,
alongadas até à espessura necessária
que, desenhando a traço forte o seu contorno,
se ramifica ainda em várias nervuras interiores,
com a dupla função de dar consistência
à peça, imprimindo-lhe desde logo
uma primeira linha estética, e criar os espaços
vazios onde vai operar a maravilha do seu rendilhado.
A etapa mais delicada consiste em encher, com o
auxílio de uma simples pinça, os espaços
deixados vazios na armadura, com fios de ouro adelgaçados
até à espessura de um cabelo, fios
que o ourives hábil e pacientemente enrola
em S's e em espirais, a que denominam-se rodilhões
ou crespos.
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Procede-se
finalmente à fixação dos diversos
elementos até então apenas ajustados,
soldando-os sobre um carvão ou na aranhola
(peça feita de curtos fios metálicos).
Depois é já a fase de acabamentos -
recozer, limpar, corar, brunir - e realizar a decoração
da peça. |
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Fonte de consulta:
Museo della filigrana Pietro Carlo Bosio /Genova
Le filigrane degli archivi genoves-i
Nur on line – artegianato – I Gioielli
Colectividade Peruana – www.colectividadeperuana.com
Club Telepolis Mompox Bolívar – Comunidade
Boliviana
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