Destaque do Mês


"FILIGRANA"
Por Valéria Sá
Designer Jóias

E-mail: valeriasa@valeriasa.com.br

**As imagens e texto desta coluna são de propriedade da artesã e sua empresa. Cópias e utilização deste material em outros sites sem autorização da proprietária e do Portal das Jóias estão proibidas**
A origem: A palavra filigrana deriva do latim Filumm que significa fio e Granum, que quer dizer grão. Uma tradução literal nos levaria a concluir que se trata de um fio granulado. Esta definição surge pela aparência granulada que pode apresentar a superfície de algumas peças clássicas, já que os fios de metal vão envolvendo-se para serem acomodados na área que se deseja trabalhar.
Esta técnica é muito antiga (data pelo menos, do século VIII) e de distante procedência - China e extremo oriente. Desenvolveu-se posteriormente na Espanha e em Portugal, sendo trazida para a América através dos colonizadores.

As filigranas são autenticas obras de arte concebidas por meio de um entrelaçamento de delicados fios de ouro e prata. Os ourives empregam como utensílios de trabalho, um alicate para moldar os fios, uma tesoura para cortá-los, um martelo que os ajusta para que, finalmente, se unam com um maçarico. Assim, com minúcia e agilidade criam verdadeiras jóias rendilhadas.

O processo: A arte da filigrana nasceu como adorno de peças de ourivesaria em conjunto com granitos e outros enfeites, realçando chapas de ouro ou ziguezagueando em objetos mais requintados entre pérolas e pedras preciosas.
A
filigrana é inteiramente feita à mão e exige do ourives o mais alto grau de imaginação, paciência e habilidade.

O corpo da peça é constituído por uma armadura feita em lâminas de ouro e prata, alongadas até à espessura necessária que, desenhando a traço forte o seu contorno, se ramifica ainda em várias nervuras interiores, com a dupla função de dar consistência à peça, imprimindo-lhe desde logo uma primeira linha estética, e criar os espaços vazios onde vai operar a maravilha do seu rendilhado. A etapa mais delicada consiste em encher, com o auxílio de uma simples pinça, os espaços deixados vazios na armadura, com fios de ouro adelgaçados até à espessura de um cabelo, fios que o ourives hábil e pacientemente enrola em S's e em espirais, a que denominam-se rodilhões ou crespos.

Procede-se finalmente à fixação dos diversos elementos até então apenas ajustados, soldando-os sobre um carvão ou na aranhola (peça feita de curtos fios metálicos). Depois é já a fase de acabamentos - recozer, limpar, corar, brunir - e realizar a decoração da peça.

Fonte de consulta:
Museo della filigrana Pietro Carlo Bosio /Genova
Le filigrane degli archivi genoves-i
Nur on line – artegianato – I Gioielli
Colectividade Peruana – www.colectividadeperuana.com
Club Telepolis Mompox Bolívar – Comunidade Boliviana

© Copyright Portal das Joias 2002/2003 - Todos os direitos reservados
|Política de Privacidade| |©Lei de direitos autorais|