"A HEMATITA"
Por Pércio de Moraes Branco - Geólogo
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Hematita polida

A hematita é um caso curioso de pedra preciosa que é mais usada com outra finalidade. De fato, ela é a principal fonte de ferro, e apenas secundariamente é empregada em jóias.
De cor cinza e sem transparência, torna-se atraente por seu intenso brilho metálico.

Isso é particularmente verdadeiro na variedade chamada especularita, que não por acaso tem esse nome (speculum, em latim, é espelho). Às vezes, a hematita exibe superficialmente uma bela iridescência, tornando-se, nesse caso, valiosa peça para coleção.


Cristais de hematita


Hematita lapidada

Assim como a magnetita, ela é um óxido de ferro (Fe2O3). Tem dureza 5,5 a 6,0, densidade 5,20. Em pó, mostra cor avermelhada, razão de seu nome (hematos, em grego, significa sangue). Ao contrário da magnetita, não é magnética.

Mas, produz-se nos EUA uma imitação, obtida com óxido de ferro prensado, que é levemente magnética e vendida com o nome comercial hematina. Na lapidação, a hematita pode ser cortada em cabuchões, mas também facetada ou na forma de contas esféricas.


Hematita bruta


Hematita com lapidação facetada

Se facetada, recebe ás vezes, impropriamente, a denominação diamante-negro; se na forma esférica, é chamada por alguns, também impropriamente, de pérola-negra. As variedades gemológicas provêm principalmente do Brasil (Minas Gerais), Inglaterra, Itália (ilha de Elba). Alemanha, Escandinávia e Estados Unidos.
No Brasil, são encontradas também belíssimas associações de especularita com rutilo dourado.

Fotos: Pércio. M. Branco

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