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Pedra do
mês de julho: Rubi
Vermelho como o sangue, vibrante como o fogo
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O homem sempre
foi fascinado por mistérios e aventuras. Juntando
a isso a fascinação do fogo, cria-se uma receita
infalível para muitos. Entre esses mistérios,
o que mais atraiu a cobiça, foi o grande manancial
de gemas encontrados por ele. Diamantes,
esmeraldas e o
irresistível rubi.
Vermelho como o
sangue, vibrante
como o fogo, quem
pode resistir a este fascínio? Neste mês, mês
do rubi, iremos
conhecer melhor esta pedra fascinante e irresistível. |
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CARACTERÍSTICAS:
O rubi é uma das pedras mais duras da natureza,
perdendo apenas para o diamante. Hoje, com a ajuda da
tecnologia que criou máquinas para este fim, qualquer
pedra pode ser entalhada. Atualmente, os melhores entalhadores
são os alemães. Antigos rubis esculpidos
ou entalhados são bastante raros.
Rubis e safiras são irmãos siameses, gerados
e nascidos juntos, a única coisa que os diferencia
é a cor. Rubis são vermelhos. Safiras possuem
todas as cores menos a cor vermelha. Eles se formam do
corundum, que é composto de alumínio e oxigênio.
O corundum puro é incolor, como um diamante; são
as impurezas que definem as cores das pedras.
O fator mais importante na classificação
de valor de um rubi é a cor. Os melhores possuem
uma coloração do mais puro vermelho, sem
quaisquer traços de azul ou marrom. Outros fatores
que influenciam o valor dos rubis são: claridade,
tamanho e corte. Rubis de transparência perfeita,
sem falhas são muito mais valiosos que os possuidores
de inclusões visíveis a olho nu.
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O brilho
e intensidade de
cor de um fino rubi
é igual a de um carvão em brasa, fato que
provavelmente impressionou nossos ancestrais de maneira
assombrosa e os levou a acreditar que era uma pedra mágica
capaz de queimar com um fogo interior gelado. Na verdade
a palavra vermelho
deriva-se desta pedra, na sua designação latina
ruber, a qual por
sua vez deriva-se de palavras similares em hebreu, persa
e sânscrito. |
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PRIMEIRAS EXTRAÇÕES:
As primeiras extrações de rubis e safiras
de que se tem notícia aconteceram em Sri Lanka.
Antes mesmo do nascimento de Budha, rubis eram minerados
perto de Ratnapura, que significa "Cidade das Gemas".
Mas esses rubis eram pálidos quando comparados
com os mais famosos de todos: os rubis de Burma (Birmânia).
Foi no vale de Mogok, na região norte de Burma,
que foram encontrados os mais fascinantes representantes
desta classe de gemas. A beleza dos rubis de Burma, o
que os torna tão valiosos, é que a "seda"
natural (pequenas "nuvens" na estrutura da pedra)
que estes possuem, refletem a luz que de outra forma se
perderia devido as extrações.
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O resultado é uma
sensação de suavidade na cor, tornando a pedra
quente e aveludada. Outra característica que torna
os rubis de Burma tão valiosos é a fluorescência.
Quando expostos à luz ultra violeta estes rubis brilham
com uma fantástica luz carmesim, em tonalidades que
vão do vermelho intenso ao laranja. Os tons vermelhos
são mais apreciados pois aprofundam o efeito de cor
desejado. Anyun é o nome pelo qual são conhecidos
os rubis de alta qualidade, provenientes de Burma, com dois
ou mais quilates. São extremamente raros e difíceis
de encontrar.
Alguns dos rubis tailandeses possuem extinções,
o que faz com que pareçam mais escuros do que são.
Porém outros possuem um rico e vívido tom
de vermelho que rivaliza os de Burma em intensidade. Muitos
rubis do Afeganistão estão encrustrados em
mármore branco, o que os torna viáveis apenas
para a confecção de cabochons. Os rubis de
Sri Lanka são de cor clara e bastante transparentes
muitos, no entanto, lembram os vívidos tons rosados
das pedras de Burma. Os rubis descobertos no Kenya e na
Tanzania, nos anos 60, rivalizam com os melhores do mundo
em matéria de cor. Infelizmente tendem a possuir
um excesso de inclusões que tende a diminuir sua
transparência, o que descarta a possibilidade de serem
facetados. Sua fantástica cor, no entanto, os torna
perfeitos para o estilo cabochon. |
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AMULETO SAGRADO: Os rubis
sempre foram considerados as mais sagradas de todas as pedras
preciosas. Durante muitos milênios, as pedras preciosas
da antigüidade têm sido usadas como amuletos.
Tais amuletos eram reverenciados, usados, preservados, protegidos
e passavam de pais para filhos, durante incontáveis
gerações.
Os antigos birmaneses acreditavam que o rubi tinha o poder
de tornar seus guerreiros invulneráveis durante as
batalhas. Para isso era necessário que a pedra ficasse
em contato com a carne, portanto eles o inseriam sob a pele.
Um dos primeiros exemplos de piercing conhecidos. |
Os hindus
valorizavam os rubis
sobre todas as outras gemas. Acreditavam que este era o
rei das pedras preciosas pois possuía a cor do lótus.
Durante a Idade Média surgiu a crença de que
os rubis possuíam
um fogo interno que não podia ser escondido ou apagado.
Acreditavam que se fossem envolvidos em um pano esse, eventualmente,
se queimaria; ou que se esta pedra fosse colocada na água,
o líquido esquentaria até ferver.
Acreditava-se que o rubi
era a mais valiosa das doze
pedras criadas por Deus e que Ele ordenou que este
fosse colocado no pescoço de Abraão.
A bíblia diz que "a
sabedoria é mais valiosa que o preço dos rubis".
Isto é bastante significativo. Na antiga linguagem
sânscrita, o rubi
era chamado de ratnaraj
ou "rei das pedras
preciosas" e de ratnanayaka,
"líder das
pedras preciosas". A famas das pedras preciosas
como fonte de poderes sobrenaturais tem a idade da humanidade.
Camillus Leonardus,
grande defensor do poder miraculosos das pedras preciosas,
escreveu, no século dezesseis, que os rubis
preservavam a saúde, removiam pensamentos maldosos,
controlavam os desejos carnais, reconciliavam partes em
disputa e dissipavam vapores pestilentos, limpando o ar.
Outra forte crença a respeitos dos rubis
era de que eles podiam prever acontecimentos desastrosos
tornando-se escuros e foscos. Dizem que Catarina
de Aragão, primeira mulher de Enrique
VIII, preconizou sua desgraça ao notar que
seu rubi havia escurecido ameaçadoramente. |
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PODERES SOBRENATURAIS:
Vão aqui algumas dicas para quem quiser testar
os poderes sobrenaturais desta fascinante pedra:
O rubi ajuda a curar o coração ferido e
a tornar-se mais aberto as emoções. Ilumina
a vida e revela o amor em seu nível mais profundo
o brilho vermelho dos rubis restaura o emocional e permite
que essas energias fluam ininterruptamente.
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O rubi
torna, a quem o usa, um veículo através
do qual o amor e a alegria divina se reflete sobre todos
os aspectos de sua vida. Ajuda a evitar pesadelos, melancolia,
desapontamentos e perda de energia. Permite equilibrar
o estado de nervos, o fígado, coração
e pâncreas. Auxilia a encontrar o equilíbrio
entre o amor e o poder.
O rubi ajuda
a banir o senso de limitação e expande a
coragem, a alegria, a integridade, o poder e a liderança.
Os rubis protegem
aqueles que os possuem contra todos os tipos de infortúnios.
Seus poderes de proteção atingem seu auge
se o rubi for
usado no lado esquerdo do corpo. Além de proteger
esta pedra garante a convivência harmônica
com todas as pessoas.
As qualidades curativas do rubi
influenciam a saúde física. Ele fortalece
o coração; aumenta a flexibilidade, a longevidade,
a tranqüilidade, a força e a vitalidade. Regenera
os tecidos; melhora a circulação; desintoxica
o sangue e amplifica as energias. É um poderoso
antídoto contra venenos, febres e inflamaçòes.
Ajuda nos sangramentos e doenças infecciosas.
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