Parecido não é
igual - 2
AZURITA,
AZURLITA, AZORITA, LAZURITA, LAZULITA E LÁPIS-LAZÚLI
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A
exemplo do que mostramos no artigo anterior, este
é um grupo de minerais cujos nomes também
se prestam facilmente a confusão. Convém,
portanto, deixar bem claro quem é quem.
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A azurita
é um carbonato de cobre azul-escuro a azul-violeta,
opaco a semitranslúcido, de brilho vítreo.
É usada como minério de cobre, rocha
ornamental e, menos freqüentemente (por ter
baixa dureza), como gema.
A azurlita é um sinônimo de azurcalcedônia,
de uso não recomendável. A azurcalcedônia
é uma variedade gemológica de calcedônia
de cor azul devida à presença de crisocola
(outro mineral de cobre).
A azorita é um sinônimo de zircão,
também uso não recomendável
pela fácil confusão que pode gerar.
A lazurita é aluminossilicato de sódio
e cálcio, com enxofre, de cor azul-violeta,
opaca a semitransparente e de brilho vítreo.
É o principal constituinte do lápis-lazúli,
uma gema importante que, como veremos adiante, é
uma rocha, não um mineral.
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Com
nome muito parecido, existe a lazulita, um fosfato
de magnésio e alumínio, de cor azul-violeta,
muitas vezes com manchas brancas, transparente a opaco
e de brilho vítreo. Assemelha-se muito ao lápis-lazúli
e é usado como um substituto deste.
Por fim, temos o lápis-lazúli, o mais
conhecido membro desse grupo. Ao contrário
das substâncias até aqui descritas, ele
é uma associação de minerais,
daí ser considerado uma rocha. É azul,
opaco a semitranslúcido, e compõe-se
de lazurita e calcita, com hauynita, pirita, sodalita
e outros minerais.
Como se vê facilmente, não é por
acaso que esses minerais têm nomes semelhantes.
Com exceção da azorita, em todos eles
predomina a cor azul (em francês, azur), todos
têm brilho vítreo e nenhum deles é
transparente. |
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