
Fivela para cinto
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No período
que vai da queda do Império
Romano
à consolidação do Império
Bizantino,
uma população semi-nômade ocupava
grande parte do sul da Europa Ocidental, eram os Bárbaros.
Do século IV ao inicio do século VII,
as tribos
bárbaras
se dividiram e se misturaram, formando colônias
que delinearam a Europa Medieval. A expressão
"bárbaro"
para designar este povo, tem origem muito mais da
visão greco-romana do que da "falta
de civilização"
dos mesmos, pois os bárbaros
produziu uma cultura bastante elaborada. Igualmente
na Joalheria,
a população bárbara
alcançou resultados extremamente refinados,
produzindo algumas das peças mais sugestivas
e tecnicamente elaboradas que se tenha notícia
na história da arte.
Felizmente, o hábito de sepultar os seus mortos
com suas jóias
permitiu documentar a sua atividade neste campo. A
jóia
mais usada pelos bárbaros
eram os broches,
fivelas
e fechos
em geral. Outro destaque eram as coroas
feitas especialmente para as sepulturas reais. Os
artesãos
bárbaros
possuíam o conhecimento de todas as técnicas
de joalheria
desenvolvidas pelas civilizações precedentes.
Todas as tribos bárbaras tinham uma grande
paixão pelas cores. Toda a superfície
do objeto era coberta por minúsculas formas
geométricas obtidas com pedras
preciosas e
esmalte.
Os desenhos decorativos eram uma mistura de motivos
geométricos, de pássaros e desenhos
da natureza; a figura humana aparecia raramente.
Foi grande a contribuição do povo bárbaro
no campo da joalheria
e muitos dos seus trabalhos podem ser admirados em
diversos museus do mundo de forma praticamente intacta.
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