Meu nome é Maria
José Rosa Ribeiro da Silva,
tenho 54 anos e resido em S. José do Rio
Preto, SP. Minha formação acadêmica
é em Artes
Plásticas
e a cerca de um ano fiz um curso pelo SENAC, de
designer de jóias, com Alain
Monteiro, conceituado
designer de nossa cidade. Resolvi participar de
alguns concursos na área, incentivada por
Dalva Ferrari,
coordenadora do "Núcleo
de Design" de
Rio Preto. O fato de ter sido aceita nos concursos
da "Vogue
Gioiello", da
"Samshim"
(ainda em fase de julgamento) já me deixou
muito feliz.
A surpresa de ter sido vencedora da Etapa
São Paulo do XII Prêmio IBGM de Design
foi muito grande e serve de estímulo para
que eu me aprimore cada vez mais.
Sei da necessidade de buscar o conhecimento técnico
(o que já faço) na área da
joalheria, pois só a criatividade não
basta.
O design de jóias me oferece um campo vasto
para dar vazão ao meu potencial criativo,
uma vez que, apaixonada pela forma, pelas linhas,
encontrei na concretude e tridimensionalidade da
jóia, uma forma de expressão que me
realiza. Outro fato encantador é o de que
a jóia é portadora de bons flúidos,
pois está sempre presente nos momentos mais
felizes da vida do ser humano e esta energia boa
nos contagia.
Pretendo dar continuidade a este trabalho, com muito
estudo e determinação e servir de
estímulo às mulheres da minha geração
para que não parem de produzir e acreditem
que a maturidade conta ponto a nosso favor.
Acredito que a simplicidade da forma, unida à
busca das raízes brasileiras (o agreste nordestino
ainda preserva uma pureza cultural) tenha contribuido
para que a minha jóia tenha sido escolhida.

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A Semana de Arte de 22, cujos reflexos se vê
na obra "Antropofagia"
de Tarsila
Do Amaral me remeteu
à figura do nordestino, que migrando para
S.Paulo, está pouco a pouco vencendo o preconceito
e incorporando ao cotidiano paulistano a sua cultura
(que é nossa). Colaborando para a construção
da moderna metrópole do sec. XXI, o sertanejo
é digno de ser o inspirador de uma jóia
que tem por objetivo falar não só
da luta do homem pela sobrevivência, mas da
aceitação das suas raízes culturais.