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BIJUTERIAS
"Imitação de turquesa"
em cerâmica plástica
Por Beatriz Cominatto - Fimo
Designer
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Na matéria anterior,
onde falei sobre a imitação
da howlita, tracei uma sutil comparação
com a maneira de fazer a imitação
da turquesa. Percebi então que estava cometendo
uma pequena injustiça, por nunca ter escrito sobre
ela, justamente a primeira técnica imitativa que fiz,
há bons anos atrás, e pela qual tenho um carinho
especial. |
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Empregada há 5 mil anos no antigo
Egito, e também por povos da América Central
na era pré-Colombiana, a turquesa
é uma das gemas
mais tradicionais utilizadas até hoje. No passado também
foi bastante utilizada por nativos norte-americanos, que creditavam
a ela poderes de proteção, considerando-a sagrada.
Foi muito difundida através de rotas comerciais européias
em passagem pela Turquia, que de lá traziam essa pedra,
então chamada de “fayruz”
(pedra da sorte). A provável
origem do nome atual “turquesa”,
vem do francês “pierre
turquoise” que significa “pedra
turca”, a partir do século XV.
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De coloração azul com veios
terrosos escuros, podendo ser mais clara, ou mesmo esverdeada
ou amarelada, têm seu valor relacionado à sua
coloração. Na cor azul-celeste são
mais valiosas, desde que não sejam muito claras e
desbotadas. Composta por fosfato de alumínio, pode
sofrer variações de cor conforme a quantidade
presente de ferro e cobre.
Por ser muito porosa e delicada, requer cuidados especiais
para a manutenção de sua integridade e beleza,
como evitar impactos, produtos químicos ou mesmo
contato com suor e cosméticos.
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Para fazer sua imitação
em cerâmica plástica, costumo mesclar tonalidades
de diferentes azuis e branco, até chegar a duas tonalidades
ideais, às quais chamo de turquesa
base e pálido. Depois são triturados separadamente
e apenas um deles, o base, tingido em pequenos flocos, na
tonalidade marrom escuro. Uso também pequenas porções
de massa dourada, e na junção de tudo isso,
componho a pedra. Depois de fatiada e curada, deverá
ser muito bem lixada para deixar sua superfície lisa
e uniforme, e sem excessos de tinta. O acabamento poderá
ser encerado ou envernizado, conforme preferir. |
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| (autoria do texto: Beatriz Cominatto) |
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