| “O consumo constitui
um universo de significação capaz de
modelar as práticas cotidianas. Nele, os indivíduos
se reconhecem uns aos outros e constroem suas identidade,
imagens trocadas e reconfirmadas pela interação
social” (Ortiz, 1996: 170).
A identidade
é cada vez mais determinante na escolha dos
produtos de luxo e torna-se um diferencial, especialmente
quando jóias têm as mesmas funções,
materiais, qualidades e preços. Assim, a indústria
se utiliza de imagens, signos e símbolos evocativos
de sonhos, anseios, ambições e fantasias
que sugerem uma identidade ao consumidor.
A joalheria, devido às suas características
próprias, é considerada ótimo
meio de criação de identidade. Por exemplo:
são vistas como elementos que incitam a sofisticação
individual e o status, funcionando como objetos de
ascensão social e de pertencimento a um determinado
grupo ou classe social.
Nietzsche (2005) afirma que existe prazer em se saber
diferente. Segundo Dichter (1970), os produtos que
nos rodeiam não apresentam apenas características
utilitárias. Estes são em especial,
espelhos que retratam nossa imagem. “Numerosos
são os aspectos de nós mesmos que estes
objetos nos fazem descobrir”.
Fontes: livro “O poder
do design: da ostentação à emoção”,
publicado pela Thesaurus Editora
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