Parecido não é
igual
ZIRCÔNIA, ZIRCÔNIA
CÚBICA, ZIRCÔNIO, ZIRCÃO, ZIRCONITA
E ZARCÃO
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A semelhança
que há entre os nomes acima presta-se facilmente
a confusões, de modo que convém esclarecer
bem que substância é cada uma delas.
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Zircônia é
a denominação química do óxido
de zircônio (ZrO2). Esse óxido ocorre na
natureza na forma de um mineral raro, chamado baddeleyíta,
que cristaliza no sistema monoclínico. Existe,
porém, a zircônia artificial, que tem a mesma
composição química, mas cristaliza
no sistema cúbico, sendo, por isso, chamada de
zircônia cúbica. Tanto a baddeleyíta
quanto a zircônia cúbica são usadas
como gema, sendo a zircônia cúbica muito
mais conhecida por ser a mais perfeita imitação
de diamante já obtida. Ela serve, além disso,
para, variando a cor, imitar outras gemas, como a ametista.
Portanto, há dois tipos de zircônia, a natural,
monoclínica, chamada de baddeleyíta, e a
artificial, cúbica, chamada de zircônia cúbica.
É por existirem essas duas estruturas cristalinas
para uma mesma substância que a ABNT recomenda que
se use sempre a denominação zircônia
cúbica, e não apenas zircônia, quando
se estiver falando da imitação de diamante.
Zircônio é
o nome do elemento químico que se combina com o
oxigênio, para formar a zircônia. Ele tem
o símbolo Zr e é um metal semelhante ao
aço, muito resistente à corrosão,
usado em diversos setores da indústria.
Zircão é o nome de outro mineral, um silicato
de zircônio (ZrSiO4) radioativo, que é a
principal fonte de zircônio. É usado também
como gema, assemelhando-se ao diamante quando incolor,
por também possuir brilho adamantino.
Zirconita é um sinônimo de zircão,
de uso não recomendável.
Por fim, há ainda o zarcão. Aqui, porém,
trata-se de um óxido de chumbo que se usa principalmente
em embarcações para prevenir a oxidação.
Ele é aplicado antes da pintura, servindo como
uma base protetora contra a ferrugem. Nada tem a ver,
portanto, com as gemas de nome semelhante.