Meu nome é Rosana Valim
e trabalho com histórias em quadrinhos e desenho
animado há mais de vinte anos. Como sou free-lancer,
tem épocas que estou com pouco trabalho e fico
procurando algo para me manter ocupada ou até
para ter uma outra fonte de renda.
Foi numa dessas que descobri a cerâmica
plástica FIMO. Quem me iniciou e ensinou
as primeiras lições foi a veterana Beatriz
Cominatto, há pouco mais de três
anos.
|
|
Gostei tanto, que
a partir daí, comecei a pesquisar e buscar
em livros e sites um pouco mais sobre como usar esse
material. E entre tantas técnicas que encontrei
e aprendi, uma das que me apaixonei à primeira
vista foi a técnica de transferência
de imagens, que pode ser feita com qualquer imagem
ou desenho. |
O desenho de uma mandala
que havia num dos livros me chamou muito a atenção.
Procurei outras mandalas
e achei uma infinidade delas. Quando fiz e pintei
minha primeira mandala,
foi tão gostoso, tão relaxante, que
me senti uma criança brincando com seus lápis
de cor.
Eu já conhecia mandalas
em papel, em vitral, em quadros e até em
roupas, mas a idéia de usar uma mandala
como colar, para que outras pessoas pudessem ver
e captar as energias das formas e cores, me atraiu
muito e não consegui parar mais de fazê-las.
Mesmo porque, as pessoas que me viam usando o colar
começaram a me pedir para fazer uma mandala
exclusiva, me mandando os desenhos feitos e coloridos
por elas mesmas. E isso foi virando uma bola de
neve, tal como o círculo de uma mandala
mesmo.
|
|
|
|
Através do meu
fotolog comecei a atingir pessoas de outros estados
do Brasil e até de outros países e comecei
a enviar os colares de mandalas
pelo correio.
Recentemente, fui convidada a fazer uma oficina de
mandalas numa
clínica terapêutica, onde cada participante
pintaria a sua própria mandala
e sairia com seu colar finalizado e personalizado.
Isso mostra que a mandala
tem uma energia que atrai as pessoas de algum modo,
seja pela forma ou pelas cores ou pela chance de usar
como um acessório do dia-a-dia. Hoje, existem
diversos tipos de mandalas
em bijuterias,
camisetas, bonés
e até em jóias.
|
|
Acredito que essa moda não
é atual; desde muito tempo, as mandalas
são usadas, até mesmo sem que se perceba.
Talvez hoje, as pessoas estejam realmente buscando
o verdadeiro significado da mandala.
A palavra mandala
tem origem no sânscrito e significa “círculo
mágico”. As raízes etimológicas
da palavra mostram que é formada de “man”
+ “dala” que
significa “a essência
de si mesmo”. Transformou-se em “círculo
sagrado” através da arte religiosa oriental
(hinduismo e budismo),
que o encheu de significação simbólica
e poder mágico
e espiritual.
|
|
|
|
Oriental
ou ocidental,
a mandala é
tradicionalmente uma imagem circular composta de formas,
símbolos
e cores variados,
numa disposição tal que os olhos acabam
sempre convergindo para seu centro. Isso significa
que uma mandala
não precisa necessariamente ser construída
em uma base circular. Geralmente o círculo
(mandala) é
inserido em um fundo quadrado ou retangular, com outras
imagens (ou não), que acabam por integrar-se
a ela. O que caracteriza uma imagem como mandala
é a sua propriedade em fazer o olhar percorrê-la
circularmente da periferia para o centro e vice-versa. |
|
Uma
mandala
é muito mais que um simples desenho. O que
confere a ela, então, a força e a magia
pelas quais é conhecida : integração
cósmica,
processos de
cura, contemplação
divina, meditação,
relaxamento,
busca espiritual,
função
terapêutica,
etc.
Assim, quando criamos ou observamos uma mandala,
automática e obrigatoriamente nos envolvemos
com os nossos próprios sentimentos.
Podemos criar mandalas
simplesmente pelo prazer que o ato de criar oferece,
mas também podemos criá-las com a intenção
de potencializar determinados tipos de energias e
mesmo para equilibrar energias que atuam deficientemente
em certos momentos na vida (de outras pessoas ou não).
|
|
|
Desde os tempos mais remotos até os dias
de hoje, as mandalas
são usadas como focos de meditação
para atrair abundância
material e sorte
nos negócios, para amenizar as dificuldades,
para captar energia, harmonizar o ambiente e transformar
vibrações negativas em positivas.
As mandalas
estão presentes em todos os lugares: na íris
dos olhos, nas
conchas do mar, nas sementes
do kiwi. Para percebê-las, basta não
associar os objetos às suas funções.
A casa toda pode ser organizada a partir da mandala;
é isso que faz o Feng
Shui, a técnica
chinesa de harmonização
de ambientes, pois o próprio ba-guá,
figura que define os caminhos da energia, é
mandálico.
|
E o caminho circular
das mandalas
tem o dom de nos levar ao centro da nossa consciência.
Tudo isso mostra que a mandala
esteve, está e sempre estará na moda.
As pessoas são atraídas até inconscientemente
para as mandalas.
Tem pessoas que me procuram para fazer um colar que,
para elas, vai se transformar num talismã,
tamanha é a energia positiva e boas vibrações
que as pessoas depositam ao criar, desenhar e colorir
o desenho que me enviam. |
|
|
E eu fico realmente
lisonjeada em saber que essas pessoas, que nem me
conhecem, e algumas nunca me viram, confiam em mim
o bastante pra deixar que eu reproduza essa mandala
manualmente.
Por isso, quando estou fazendo a peça e pintando,
eu me concentro o máximo possível, para
não deixar nada de negativo passar pela minha
mente. Acredito que até fico num estado de
meditação, pensando só nas cores
que estou usando, o que por sua vez, me traz um bem
estar enorme, e assim se fecha um círculo de
boas energias, que não deixa de ser uma mandala. |
Fontes de pesquisa:
www.oficinadaalma.com.br
www.terra.com.br/planetanaweb/produtos/mandalas
www.mundodasmandalas.com
|
|