Uma das pedras preciosas mais conhecidas e apreciadas,
a ametista é
uma variedade de quartzo de cor roxa, devida à
presença de ferro como impureza. Essa cor varia
de um roxo bem claro até o bem escuro, e quanto
mais escura a cor mais valiosa é a ametista. Exposta
ao Sol por tempo prolongado, o colorido da ametista enfraquece.
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Geodo de ametista com 35 cm de altura,
serrado ao meio.
Acervo do Museu de Geologia. (Foto: P. M. Branco)
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Aquecida a uma temperatura adequada,
em torno de 475 ºC, esta gema adquire cor amarela
ou alaranjada, excepcionalmente vermelha, transformando-se,
assim, em citrino, outra pedra preciosa muito apreciada
(ver fotos ao lado e abaixo). O citrino, porém,
pode ser encontrado também na natureza e deve-se
alertar que, seja natural ou produto de tratamento térmico
da ametista, seu
preço de mercado é o mesmo.
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A ametista
é em geral transparente, às vezes semitransparente,
com brilho vítreo. Não tem clivagem, o que
facilita sua lapidação.
Ocorre em cavidades de rochas vulcânicas e em pegmatitos.
Seu maior produtor mundial é o Brasil (Rio Grande
do Sul e Bahia, principalmente), seguindo-se Rússia
(Sibéria), Sri Lanka, Índia, Madagascar, Uruguai,
Paraguai e México.
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Os geodos com
cristais de ametista
extraídos no norte do Rio Grande do Sul podem atingir
2 m de comprimento, e já se encontrou um medindo
10 x 5 x 3 m, com 35 t. No Museu Britânico, há
um cristal com cerca de 250 kg. Na coleção
particular de Dom Pedro II, Imperador do Brasil, havia um
cristal de 80 x 30 cm procedente do Rio Grande do Sul. |

Cristais de ametista desenvolvidos
sobre cristal de calcita.
Coleção Pércio M. Branco (Foto P.
M. Branco)
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Ametista Parque Museu, em Ametista
do Sul (RS).
(Foto: P. M. Branco)
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Ametistas
sintéticas de ótima qualidade vêm sendo
produzidas na Rússia, por processo hidrotermal e
já são abundantes no mercado internacional.
Na lapidação, recomenda-se os estilos cabuchão,
pêra ou brilhante.
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Em Ametista do Sul, município
responsável pela maior parte da ametista
gaúcha, há um interessante museu, o Ametista
Parque Museu, que, além de exibir belas gemas e outros
minerais da região, permite aos visitantes entrar
em galerias que foram abertas para extração
daquela gema, e vê-la ainda na rocha, exatamente como
ocorre na natureza. |

Pirâmide na praça
principal de Ametista do Sul.
(Foto: P.M. Branco)
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Jóia com ametista, circundada
por ametistas marteladas, (prontas para lapidar). Fonte:
Brasil Paraíso das Pedras Preciosas, de Jules Sauer
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Geodos de ametista com 2 m
de altura, no Ametista Parque Museu
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Pórtico interno do Ametista
Parque Museu que leva às galerias onde houve extração
de ametista
(Foto: P. M. Branco)
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A igreja da cidade está
sendo revestida internamente de ametista
e no centro da praça principal, há uma grande
pirâmide de vidro de cor roxa, cuja base, de alvenaria,
é também parcialmente revestida por essa gema
internamente.
O nome da ametista
tem uma origem curiosa. Amethystos, em grego, significa
não ébrio, porque se acreditava, na Idade
Média, que a bebida alcoólica servida em cálice
feito com essa gema não provocava embriaguez. Ametisto
é forma mais correta, mas não é usada.
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