Muito se tem falado sobre marketing de relacionamento, gerenciamento de relacionamento com clientes, ou simplesmente CRM (a sigla para Custom Relationship Management). Sabemos que este enfoque difere do marketing estratégico, embora ambos possam ser utilizados em conjunto, visando complementar as atividades da empresa ou marca no sentido de captar e reter consumidores, impulsionando as vendas de produtos e serviços.

Mas – em termos práticos – como funciona o marketing de relacionamento?

CRM seria um modelo de gestão de negócios com foco no cliente. O seu principal objetivo seria ajudar as organizações a prospectar novos clientes, conquistá-los e fidelizá-los, além de reter como fiéis os clientes já existentes. Em termos gerais – e principalmente nas grandes organizações – o CRM envolveria a automatização, por meio de softwares especializados, das atividades de marketing, da força de vendas, das interações empresa-cliente e dos serviços prestados ao cliente pela organização.

Através deste mecanismo, é possível acompanhar de maneira integrada toda e qualquer interação cliente-empresa, gerando informações que possibilitem à organização ampliar sua gama de produtos, atuar de maneira satisfatória, atender aos desejos e anseios do consumidor. É possível analisar seu comportamento, prever tendências, calcular o valor de um cliente, ou grupos de clientes.

Como seria a adaptação da idéia de CRM para pequenas ou micro-empresas?

Idealmente, seria construir um relacionamento tão próximo, sólido e estável, que seu cliente jamais trocaria seu produto ou serviço pelo da concorrência.

A base de tudo é conhecer seu cliente, público-alvo ou mercado consumidor. Muitas vezes a partir de várias segmentações (grupos etários, sexo, tribos, preferências, classe social, regionalismos) é possível traçar um perfil destes consumidores. Ou agrupá-los em diferentes nichos, para trabalhar cada um deles em separado. Um bom banco de dados é a base para isso.

Independente do quão sofisticado ou básico possa ser, um bom banco de dados deve conter – no mínimo - o cadastro de seus clientes, histórico de compras, preferências, elogios, reclamações. Ouvir o cliente – mesmo quando nada é dito – é de suma importância. Pesquisas podem ajudar a confirmar tendências, tirar dúvidas ou delinear melhor o nebuloso universo dos desejos não-atendidos, anseios e aspirações. Mantenha o diálogo com seus clientes e ouça-os sempre.

Uma vez sabendo quem é seu cliente, o que quer e quando quer, é vez de dar o primeiro passo.
Inúmeras estratégias são usadas neste sentido, e outras incontáveis podem estar surgindo neste exato instante. Vamos comentar algumas:

- Tratamento personalizado – Seu cliente tem um nome, uma história. É uma pessoa e não um número. Nada mais o encanta do que sentir que o local onde ele gasta seu dinheiro se dá conta disto. Tenha em mente – ou em seu banco de dados – as preferências, a data de aniversário, os anseios de seu consumidor. Saiba como torná-lo único. A customização de produtos é um caminho, a personalização de produtos previamente produzidos em massa pode ser uma opção.

A loja de departamentos Neiman Marcus (EUA) oferece a possibilidade de personalização de presentes
Na foto, barbeador elétrico com opção de gravação de iniciais.
- Crie facilidades – Muitas lojas têm manobristas à porta, pois sabem que o tempo de suas clientes é precioso, e o tempo que perderiam procurando um local para estacionar poderia ser usado para as compras. Amenidades: água, café, banheiros agradáveis, um aroma sutil na loja (que passa a ser imediatamente relacionado à marca devido ao poder da memória olfativa);

- Direcione seus esforços – Ao identificar um grupo de consumidores sensível a preço, mantenha um canal de comunicação informando-os sobre promoções e ofertas. Se, por outro lado, suas clientes (ou um grupo delas) valorizarem tendências e lançamentos, mantenha o grupo informado sobre os assuntos de interesse.

Foto utilizada no setor “What’s hot” do site da Daslu, mostra o que é tendência e alça os produtos ao status de objetos de desejo entre as consumidoras.

- Gere vínculos emocionais – A fabricante de chocolates e confeitos Hershey’s fatura milhões com os chocolates kisses. A publicidade usa e abusa de bebês e cãezinhos em seus filmes e anúncios. Tudo para gerar apelo emocional, um sentimento caloroso que ultrapassa a fronteira cliente – fornecedor. É este vínculo um dos responsáveis por fazer com que os clientes voltem e continuem voltando.

Um trabalho eficiente e positivo de marketing de relacionamento pode gerar resultados durante muito e muito tempo. A relação deve ser bem trabalhada. Conquistar e reter clientes pode exigir muito planejamento, trabalho e esforço. Mas os resultados tendem a ser compensadores.

Fontes: TOURNIAIRE, ANDERSON, KERR, PINTO, NEIMAN MARCUS, DASLU, THE WARTON SCHOO

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