A JÓIA E A
SUA HISTÓRIA
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Falar sobre as origens da jóia
é falar da própria origem do ser humano. O estudo
da ornamentação humana é um instrumento para
reconstruir a própria história do homem, através
de seus costumes, suas tradições, crenças,
dos seus conhecimentos técnológicos e dos seus gostos
estéticos.
O homem sempre procurou criar objetos para atender às suas
necessidades e sempre buscou acrescentar a eles outras qualidades
que independiam da simples utilidade e que visavam atender a uma
necessidade de harmonia e beleza. Por isso, é que se diz
que toda forma de arte é uma expressão intimamente
relacionada ao espírito humano.
No Paleolítico, a representação pictórica
perseguia um efeito mais mágico que estético, o
objetivo era encenação do acontecimento. A arte
era uma técnica mágica da caça.
No Neolítico, estabelecem-se as bases técnicas,
socioeconomicas e religiosas daquilo que conhecemos como época
histórica. As jóias constituem um testemunho deste
período de tempo marcado pela evolução e
pelas mudanças permanentes.
O ouro exerce atração sobre o homem desde a época
da descoberta dos metais. Os egípcios usaram-no, tanto
na fabricação de objetos rituais como na douração
de sarcófagos e no adorno do mobiliário dos faraós.
Na Antiguidade e na Idade Média, as minas de ouro e prata
eram escassas e muitos escultores e pintores famosos, principalmente
na Renascença, iniciaram seu aprendizado artístico
nas oficinas de ourives.

Colar de ouro Bizantino
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Com
o impacto da Revolução
Industrial sobre
a sociedade européia ( Segunda metade do séc.
XIX ) surgiram idéias como as de
John Ruskin e de
William Morris,
que denunciavam a máquina e a divisão do trabalho
como fatores que impediriam uma relação autêntica
entre o operário e o produto resultante de seu trabalho.
Art Nouveau,
Modern Style,
Modernismo,
Jugendstil,
Sezession
e Liberty constituem
diferentes expressões de uma mudança que se
estendeu por toda Europa. |
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Com
a abertura, em 1895, da galeria Maison de l'Art Nouveau
são expostos
objetos desenhados neste estilo, com uma grande influência
da arte oriental. Na exposição de 1900, René
Lalique transforma Paris
na capital da joalheria.
Como exemplo
de um dos maiores joalheiros do final do séc. XIX,
podemos citar Fabergé,
um francês criador de peças fabulosas, para
a corte imperial da Russia.
A partir de 1925, a Art Decó
transformou-se no segundo grande movimento internacional
das artes industriais. Elaborou-se jóias que
davam importancia ao valor dos materiais, mas também,
se produziu jóias
industrializadas que utilizavam novos materiais sintetizados
pela indústria: galatite,
baquelite, níquel,
alumínio...
que pretendiam imitar as jóias preciosas.
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O pregador em forma
de libélula, de René Lalique
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Broche em prata, malaquite,
opala e coral. Joseph Hoffmann, 1903-1905
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Com
a Segunda Guerra Mundial interrompeu-se um processo que só
seria retornado em meados dos anos 50.
A jóia
como arte começou a ser dedenvolvida nos anos 50.
Com o desenvolvimento industrial e economico dos anos 60 inicia-se
uma redefinição da funcão social da jóia.
Neste contexto, e sob a influência de algumas das ideias
de William Morris,
sobre o valor do ofício e do artesanato, assim como
da Bauhaus,
sobre a integração do design
na indústria,
surgiu o que se chama de joalheria
de arte ou design
de jóias. |

Broche de Anton Cepka,
1991
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Broche de Bruno
Martinazzi, 1972
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Referências:
Codina, Carles. A Joalharia. Editorial Estampa: Espanha 1999.
Wicks, Sylvia. Jewellery Making Manual. Seacaucus, NJ, Chartwell,
1985.
Por
Elenice Passos - Designer de Jóias
Email:
elenice@elenicepassos.com
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