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A matéria
deste mês veio a pedido de uma internauta,
produtora de jóias no pólo joalheiro São
José Liberto,
em Belém do Pará
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Quando vamos iniciar uma criação, devemos
analisar em primeiro lugar as tendências.
Em seguida com materiais em mãos, começamos
as tentativas de combinar as peças, metal
com pedras, sementes
com pedras, cascalhos
em formas diferentes alternando com metais, etc.
A princípio isto é o básico do início
de uma criação com design.
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A combinação dos materiais
sem compromisso é um aquecimento e um ensaio para
as verdadeiras criações.
No começo não devemos nos preocupar com o
que irá nascer, mas sim com as sensações
que serão despertadas. Em determinado momento parece
que entramos em transe, totalmente envolvidas e a imaginação
entra em cena. Quando menos esperamos, olha uma idéia
quase pronta, a criação toma corpo, faltando
apenas os últimos retoques.
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Uma peça
deve ter harmonia
e equilíbrio,
deve ser receptiva aos olhos, provocando um sentimento de
admiração.
Algumas vezes olhamos para essa criação e
não nos identificamos com ela, parece faltar algum
detalhe, não é verdade?
Esta sensação é provocada pelo nosso
senso crítico
e de estética,
e com certeza acontecerá muitas vezes. Aí
nos resta a opção de dar aquele tempinho,
parar, observar e até partir para uma nova idéia.
Sem impor limites ou ditar regras, podemos seguir parâmetros
que nos leve a um resultado satisfatório, afinal
cada profissional tem seu jeito
próprio, sua criatividade
e sua personalidade.
Por exemplo, para montar uma gargantilha,
definimos se vai ser delicada,
exuberante,
com lados irregulares,
curta
ou longa.
Em seguida devemos pegar um ponto para iniciá-la.
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Normalmente
é mais prático começar pelo centro,
mas lembre-se que isto não significa que terá
detalhes só no centro.
Acrescentamos os materiais escolhidos de acordo com nosso
gosto, dando equilíbrio ao visual. Os detalhes elaborados
e variados devem ser montados nos pontos escolhidos, em seguida
diminuindo gradativamente, até chegarmos nas pontas;
agora faltará o fecho que poderá ser comum
ou também ter design.
Outro ponto muito importante em uma criação,
continuando com o exemplo acima, é verificar caimento
e ajuste
ao corpo, para evitar desconforto
e até mesmo uma depreciação no visual.
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Temos que ser sensatos
ao criar, pois a combinação dos materiais
deve se encaixar, casar-se entre si, complementando um ao
outro. Misturar materiais aleatoriamente sem a devida atenção,
pode deixar peças pesadas,
grosseiras
de se ver. Se colocarmos de forma adequada, podemos valorizar
muito nossas criações.
Cascalhos
são atrativos interessantes, pois nos dão
a possibilidade de trabalhar com
pedras naturais, elevando
o nível de nossas peças.
Existe uma enorme variedade de fios,
formatos
e tamanhos,
quanto maior o cascalho,
maior deve ser a atenção para usá-los,
pois exageros podem tirar a leveza das peças; com
exceção é claro se a criação
o exigir, pelo seu tamanho
e exuberância.
A mistura do cascalho com metais em formatos já existentes
no mercado, são uma das alternativas para dar contraste
no arranjo, podemos ainda acrescentar outros materiais.
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Outra maneira de trabalhar com cascalhos,
é salpicando pequenas quantidades sobre chapas
ou adornando e entremeando metais,
etc.
É preciso achar uma forma quase invisível
de fixar estas pedras
durante a montagem e caso isso não seja possível,
devemos dar um perfeito acabamento, incorporando as mesmas
ao design.
A aparência rústica
e enfeitada dos cascalhos,
combina mais com materiais
lisos e definidos,
deixando as criações mais finas e elegantes.
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“A natureza
nos oferece uma infinidade de materiais gratuitos. Podemos
e devemos valorizar a cultura de cada região, utilizando
acima de tudo nossas riquezas naturais, agregando beleza
e valor nas criações de nossos artistas.”
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