|
**As imagens e texto desta coluna
são de propriedade da artesã e sua empresa. Cópias
e utilização deste material em outros sites sem autorização
da proprietária e do Portal das
Jóias estão proibidas**
| Em minha matéria anterior,
mostrei algumas peças que modelei em massa de prata (Art
Clay) e imitação da pedra opala, modelada em cerâmica
plástica (massa Fimo). Como eram duas técnicas
em uma mesma peça, resolvi dividir em duas matérias.
Naquela, descrevi a modelagem da prata, e nesta, em continuação,
da falsa opala. |
|
|
O nome opala,
vem de “upala”, de origem
sânscrita, e que
significa “pedra preciosa”.
É do grupo dos quartzos.
Sua coloração pode ser branca, amarela, vermelha,
cinzenta, azul, verde, alaranjada, negra, em parte opalescente,
incolor, transparente, opaca e leitosa. São conhecidas
pela grande variedade de cores na mesma pedra. Essas cores,
conforme o ângulo que se olha, podem variar bastante.
De acordo com a mitologia, após criar o universo, Deus
raspou toda sua paleta de cores criando a mística opala,
com toda a sua magnitude colorida. Já os árabes,
acreditavam que estas caíam do céu sob os clarões
dos relâmpagos, e estes que lhes transmitiam toda a
sua luminosidade e cores. Antigamente, acreditava-se que esses
efeitos iridescentes eram uma refração da luz
sobre finas lâminas. Mas hoje sabe-se que na verdade,
são minúsculas esferas do cristal
cristobalita, inclusos em massa sílica. |
|
A opala
chega a demorar 60 milhões de anos para se formar,
e suas jazidas encontram-se no Brasil, Tchecoslováquia,
Austrália, Honduras, Japão, Guatemala, Estados
Unidos, Hungria, México e Turquia.
Seu valor pode chegar a U$ 20.000 por quilate, quando de qualidade
bastante superior, podendo então tornar-se mais valiosa
que alguns diamantes.
|
|
|
|
A cerâmica
plástica é o material perfeito para fazer
imitações, e neste caso, para fazer a imitação
da opala, encontrei uma
das técnicas mais fáceis e gostosas de trabalhar,
e de forte efeito também. A princípio, esbarrei
na dificuldade de encontrar flocos iridescentes aqui no Brasil.
Encontra-se, mas com bastante dificuldade, preços altos,
e eu precisava de algo de maior acesso a todos, de qualquer
parte do Brasil, e de igual efeito. Conversando e trocando idéias
com minha amiga Berenice Weeks,
que mora nos EUA e trabalha maravilhosamente com cerâmica
plástica, soube que ela, que tão acostumada
está a usar tais flocos iridescentes e até outros
materiais inexistentes no Brasil, por conta da semelhança
de tais flocos com o celofane
nacarado, havia testado essa substituição
com muito sucesso. Fiz então o teste aqui também
e encantei-me com os resultados. |
Pica-se
o celofane em pequenos pedaços, mistura-os à
massa translúcida (previamente tingida da cor escolhida),
com cuidado para deixá-los próximos à
superfície, sob fina camada da mesma massa. Depois
disso, apenas a queima e o polimento da peça, finalizando
com verniz apropriado à cerâmica plástica.
Muito fácil como deu para perceber, e você irá
se admirar com o lindo efeito de sua opala.
Na feira Hobbyart (no mês passado), as peças
que fiz e que lá ficaram expostas no estande da Art
Clay do Brasil ( as
mesmas que estão em minha matéria anterior a
esta), fizeram grande sucesso. Muitas pessoas me procuraram,
durante e após a feira, elogiando o meu trabalho, e
querendo saber mais detalhes sobre as técnicas da massa
de prata e da
falsa opala. |
|
Se admiravam quando eu lhes contava
que tal efeito na cerâmica
plástica, era apenas
papel celofane nacarado
picadinho....e como eu disse
em minha matéria anterior: Art
Clay e massa Fimo, um casamento perfeito!
Quero aproveitar para agradecer a todos os amigos que compareceram
ao lançamento de meu livro sobre cerâmica
plástica, compartilhando comigo esse momento especial
de meu trabalho. Também àqueles que não
puderam comparecer, mas que de longe enviaram-me boas energias
e me escreveram emails carinhosos. A todos, um grande abraço
e o meu muito obrigada! |
|