"A TURQUESA"
Por Pércio de Moraes Branco - Geólogo
e-mail: museugeo@pa.cprm.gov.br

Uma das gemas mais tradicionais, a turquesa é um fosfato hidratado de cobre e alumínio.
É reconhecida principalmente por sua cor, tão característica que se fala com muita freqüência em azul-turquesa. A cor, na verdade, varia do azul-celeste, a mais valiosa, ao verde-azulado ou verde-amarelado. Os tons azuis são devidos ao cobre e os verdes, à presença de pequenas quantidades de ferro.
Ao contrário da maioria das gemas, a turquesa não tem brilho vítreo, e sim porcelânico. Tampouco mostra transparência, sendo translúcida a opaca.
Além de ter uma cor clara, ela é porosa, o que facilita a acumulação de sujeira. Some-se a isso o fato de ser fácil de quebrar, sensível à luz solar, suor, cosméticos e calor para se ver o quão frágil é essa gema.
Apesar da cor e brilho característicos, nem sempre é fácil identificar a turquesa. Existem outras gemas que podem se assemelhar a ela, como a amazonita, a crisocola e variscita; turquesas sintéticas, muito semelhantes às naturais, e imitações feitas com vidro e outros materiais, em alguns casos também muito semelhantes às gemas verdadeiras. Além disso, existe a turquesa reconstituída, obtida com gema natural pulverizada, misturada a uma cola e prensada, de modo a ficar compacta o suficiente para poder ser lapidada.
As turquesas mais valiosas provêm, do Irã. No Brasil, a produçào é muito pequena.

Fotos extraídas de:
Korbel, P. & Novák, M. – Enciclopédia de minerais.
Bauer, J. & Bouska, V. – Pierres précieuses et pierres fines.
Arem, J. – Gems and jewewlry

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