“Afinal, o que é Criatividade?”


Por Luciana Wellisch – Designer de Jóias
E-mail:
lwellisch@globo.com

Nos últimos meses falamos sobre a Criatividade e como esta é importante para a carreira de um bom designer. Mas o que realmente é a Criatividade e, por que este assunto está tão em alta?
Antes de mais nada, é necessário dizer que Intuição e Criatividade são muito além de métodos e técnicas específicas para seu desenvolvimento, mas a base de todo desenvolvimento de um bom projeto, até mesmo de uma vida.
A Criatividade, é a ferramenta mais adequada para alcançarmos novas soluções, ou seja, novos arranjos de idéias e conceitos que resolvam o problema de forma incomum, a habilidade para pensar diferente.
Também é uma forma de ser, de viver. Uma pessoa criativa não pode ter medo de nada, principalmente de críticas e do erro. O que pode ser um erro para uns, para o profissional criativo é a tentativa do acerto, um novo olhar, podendo surgir uma idéia inovadora e a solução do problema.


Colar da designer de jóias Ruth Grieco
presente na exposição dos 500 anos na Pinacoteca do Estado de SP


Como desenvolver e trabalhar a Criatividade?

Hoje vivemos em uma sociedade globalizada e muito acelerada, onde as informações circulam com facilidade e a competitividade de mercado é alta, para isso, novas idéias devem surgir com rapidez para se destacar no mercado.
Um bom designer, tem que estar sempre antenado a qualquer detalhe, do cotidiano, novos materiais, tecnologias, tendências e, livre de qualquer bloqueio que possa interferir em sua criação. Qualquer informação é válida para o desenvolvimento do pensamento criativo e original.
E como dizia Walt Disney: “Criatividade é como ginástica; quanto mais se exercita mais forte fica”. Verdade, quanto mais praticamos esse exercício, mais desenvolvemos nosso raciocínio para a produção de idéias, tornando o pensamento mais flexível, original, fantasioso, elaborado, enfim, nos tornando mais criativos.
Agora, para a criação ter características de mercado, é preciso tomar certos cuidados:
Organização – Seguir a mesma linha de pensamento sem fugir do tema;
Usuabilidade – O produto deve ter alguma função de mercado, ou até mesmo várias formas de uso para a mesma peça;
Simplicidade – A simplicidade é muito mais difícil de ser desenvolvida, peças de fácil entendimento são mais belas aos olhos do público;
Novidade – Procurar inovar em formas, tecnologias e materiais (materiais alternativos).

E sobre o uso de novos materiais que falaremos no próximo mês. Até lá!

BIBLIOGRAFIA:
EDGARDO MUSSO, ANTONIO C. T. DA SILVA, SÉRGIO NAVEGA, D. W. WINNICOTT

 

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