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É impossível falar
de jóias sem falar também de diamantes.
Por muitos ele é considerado como o maior amigo
da mulher, e de modo geral elas concordam, mesmo que
poucas tenham acesso a eles. A palavra diamante
deriva do grego adamas (invencível), e o diamante
recebeu esse nome por ser considerado imperecível
e por não haver nada comparável à
sua dureza, isto é, risca todos os outros materiais
mas não é riscado por nenhum.
Ao contrário do que muitos pensam, sua utilização
na joalheria é bem recente em termos históricos.
Poucos povos da Antigüidade o conheciam, e nos
achados arqueológicos em túmulos reais
da Assíria, Babilônia e Egito, repletos
de jóias suntuosas, não foram encontrados
diamantes, apesar da grande diversidade de gemas presentes
nesses tesouros. |
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os povos ocidentais, os primeiros relatos sobre sua
existência foram feitos pelos romanos e datam
do século I D.C., e nessa época eram
encontrados apenas na Índia. Essa situação
perdurou até o século XVIII, quando,
em 1726, foi recebida com grande alegria pela Coroa
portuguesa a notícia de que haviam sido encontrados
diamantes no Brasil, em Minas Gerais, nas proximidades
da atual cidade de Diamantina, que na época
chamava-se Arraial do Tejuco.
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Os cofres portugueses agradeceram. Esse
achado teve grande impacto também no restante da
Europa, que respirou aliviada, já que os depósitos
aluvionares da Índia encontravam-se praticamente
esgotados. Estima-se que tenham sido extraídos aproximadamente
13 milhões de quilates de diamantes no Brasil, no
período compreendido entre 1726 e o final do século
XIX. Os diamantes eram monopólio da Coroa portuguesa,
e precisava-se de licença entrar no Distrito Diamantino;
também não se permitia a presença de
estrangeiros e, apesar disso, havia um grande contrabando
de gemas graças à corrupção
reinante entre os encarregados de fiscalizar e administrar
a extração. Na realidade nada muito diferente
do que se vê hoje em dia em nossos garimpos.
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Só no século XIX,
em 1866, foram encontradas, perto da nascente do
rio Orange, as primeiras pedras no continente africano,
na África do Sul, país que ainda hoje
sustenta o título de maior produtor mundial
de diamantes,
até 1871 extraídos apenas de jazidas
aluvionares, através do processo de lavagem,
até que foram descobertas as jazidas, de
origem vulcânica.
O diamante
é formado a grandes profundidades, ao redor
de 80 km, e na África do Sul encontra-se
a maior cratera já escavada por mãos
humanas, com quase 500 metros de diâmetro
e mais de 1 km. de profundidade.
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Em média obtém-se meio ct. de diamante
para cada tonelada de rocha matriz escavada, em
alguns casos até menos, sem perder a viabilidade
econômica. De toda a produção,
apenas um quarto tem como uso final a joalheria,
sendo o restante destinado a uso industrial devido
à sua qualidade inferior.
Além da África do Sul foram encontrados
diamantes em outros países africanos. Pedras
oriundas de alguns desses países são
conhecidas como “Diamantes
de Sangue”, já que o dinheiro obtido
com sua venda tem sido destinado ao financiamento
das guerrilhas que assolam a região, à
contratação de mercenários
e à compra de armamento.
São tais as atrocidades cometidas, que a
ONU pediu aos países membros que fosse feito
um embargo internacional à sua compra.
Por outro lado, o diamante
também salvou inúmeras vidas, por
exemplo, durante a Segunda Guerra Mundial, quando
judeus em fuga, levavam costuradas em suas roupas
as pedras (entre outras jóias) que possuíam,
para comprar sua vida e liberdade, escapando dessa
forma aos campos alemães de extermínio,
aproveitando-se da corrupção de alguns
soldados e oficiais. Em alguns casos bem que a corrupção
não é de todo má.
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Em 1955 cientistas da General Electric
Company conseguiram criar um método economicamente
viável de sintetizar diamantes
artificiais, e hoje existe uma produção
em larga escala para uso industrial.
O maior diamante
já encontrado foi o Cullinam, na Índia,
que antes de cortado pesava 3106 ct. Dele se obtiveram
105 gemas, sendo a maior delas chamada Estrela da
África, em forma de pêra, com 530,2
kt e que hoje adorna o cetro da coroa Inglesa.
No Brasil o maior já encontrado foi o diamante
Vargas, com 726 ct, do qual se extraíram
29 gemas.
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Hoje em dia, destacam-se na produção a Rússia,
com grandes jazidas na Sibéria, Botswana, República
Democrática do Congo e África do Sul.
Cerca de 80% da produção e comércio
mundial de diamantes são controlados por uma
só empresa, a The Diamond Corporation ou De
Beers Consolidated Mines Limited. |
Alguns diamantes famosos:
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Hope:
Diamante
azul, famoso pela sua história atribulada
e de grandes dimensões (25.6 x 21.78
x 12 mm), com 45.52 ct., exposto, hoje em
dia, no Museu de História Natural do
Instituto Smithsonian. A cor azul é
causada pela presença de quantidades
traço de boro na estrutura cristalina
do diamante. Por volta de 1660, o francês
Jean-Baptiste Tavernier o adquiriu na Índia.
Tinha então cerca de 112 ct. e havia
sido lapidado em forma de triângulo. |
Diz a lenda que havia sido roubado de um templo
e representava um dos olhos da deusa Sita. Tavernier
o vendeu a Luís XIV da França - foi
cortado e lapidado segundo o gosto da época,
ficou com cerca 67 ct. e tomou o nome de Diamante
Azul da Coroa. Foi ofertado por Luís
XVI a Maria Antonieta por ocasião do seu
casamento, e desapareceu durante a Revolução
Francesa, só reaparecendo em 1812, nas mãos
de um joalheiro londrino. Em 1812 passou a pertencer
a Henry Hope (que possuía uma coleção
de pedras e lhe deu seu nome atual). Após
a morte de Henry (1839) seus sobrinhos lutaram nos
tribunais, ao longo de dez anos, pela herança,
até a coleção de gemas ser
por fim concedida a Henry Hope. O diamante
passava a maior parte do tempo guardado num cofre,
e era raramente exibido. O Hope permaneceu na posse
da família até 1901, quando foi vendido
a um joalheiro londrino por 29000 libras, para pagar
dívidas. Mudou várias vezes de corte
e de dono, inclusive uma socialite americana (Evelyn
MacLean), que por vezes o pregava à coleira
dos seus cães. Finalmente, em 1949, foi adquirido
por Harry Winston, que o incluiu numa coleção
de outras pedras preciosas famosas que exibia para
fins de caridade, e, finalmente, o doou ao Smithsonian.
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KOH-I-NOOR
("Montanha de Luz"): Uma pedra de
corte oval, foi mencionada pela primeira vez em 1304,
e pesava 186 quilates. Diz a lenda a seu respeito
que inicialmente o Orloff foi colocado como olho de
Deus, no templo de Sri Rangen, e foi depois roubado
por um soldado francês disfarçado de
hindu. Por algum tempo esteve engastado no famoso
“trono do pavão”, do Xá Jehan, como
um dos olhos do pavão. Relapidado no reinado
da Rainha Vitória, hoje faz parte das jóias
da Coroa Inglesa, e pesa atualmente 108,93 quilates.
ORLOFF – Acredita-se que tenha pesado cerca de 300
quilates quando foi encontrado. Uma vez foi confundido
com o Grande Mogul, e atualmente faz parte do Tesouro
Público de Diamantes da União Soviética,em
Moscou. |
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