|
|
"Fatias de ágata em cerâmica plástica"
Por Beatriz Cominatto - Fimo
Designer
Envie seu e-mail com sugestões para: beatriz@beatrizcominatto.com
|
**As imagens e texto desta coluna
são de propriedade da artesã e sua empresa. Cópias
e utilização deste material em outros sites sem autorização
da proprietária e do Portal das
Jóias estão proibidas**
| Existe uma pedra muito interessante, pertencente
à família dos quartzos criptocristalinos, que
é a ágata. Seu nome é derivado do antigo
rio Achates (hoje Dirillo), cuja nascente situa-se na região
de Monte Lauro, na Sicília. |
|
|
Há
3 mil anos, a ágata já era utilizada pelos egípcios
e sumérios (habitantes da região sul da Mesopotâmia),
que a consideravam a gema das 7 virtudes (por acreditarem
na proteção que a pedra proporcionava contra
doenças, raios, feitiços, possessão diabólica,
alcoolismo, males da pele e veneno). Também era usada
como talismã pelos antigos cavaleiros, que acreditavam
que esta os protegiam de quedas. Na idade Média, até
Nostradamus acreditava em alguns poderes da pedra. Hoje ainda
é muito apreciada por esse lado místico, e acredita-se
proteger quem a possui. |
|
Suas cores e formas
são tão diversificadas, que muitas vezes parecem
pedras diferentes entre si.
É formada por microscópicos cristais de quartzo,
com bandas irregulares e curvas, em grande variedade de tons
e transparência, que variam da cor cinza azulada, branca,
verde, marrom e vermelho. Na maioria da vezes, suas cores
são realçadas artificialmente.
É bastante utilizada em objetos de decoração
e adorno. Na joalheria, é usada em forma de esferas,
discos e placas. O maior produtor mundial de ágata
hoje é o Brasil, principalmente o Rio Grande do Sul.
|
|
|
|
Com toda essa versatilidade
de cores e formas, nada mais natural que também fosse
reproduzida em cerâmica
plástica, proporcionando então uma liberdade
ainda maior de se brincar com as cores
e efeitos.
Para sua confecção neste material, você
precisará apenas da massinha na cor escolhida, também
de branco normal e translúcido. As misturas são
feitas, congeladas e raladas,
para que se consiga pequenos fragmentos nas cores indicadas.
Esses fragmentos são unidos, formando o centro da pedra,
que a seguir receberá várias capas em tonalidades
alternadas. O processo de congelar, é apenas para facilitar,
pois uma massa maleável, seria quase impossível
de ser ralada. |
| Também achei mais interessante
o resultado desta técnica em fatias finas, pois contra
a luz ficam mais translúcidas e bonitas. Cuide do acabamento
final, não deixe de lixar bastante as duas faces de cada
fatia. Você poderá apenas dar polimento, ou aplicar
verniz, como fiz nesta peça, onde eu queria um brilho
mais realçado. Aproveitando ainda a tendência de
“penduricalhos” em correntes,
procurei mesclar com cristais
contrapinados, strass e
pequenos pingentes metálicos,
formando um vistoso colar de 3 voltas. |
|