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BIJUTERIAS
"O falso jade na cerâmica plástica"
Por Beatriz Cominatto - Fimo
Designer
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Por ser considerada a pedra mais mística
de todos os tempos, o jade
sempre exerceu um grande fascínio e encantou civilizações.
Na cultura chinesa, durante milênios foi considerada um
sinônimo de nobreza, de perfeição, e muito
associada à imortalidade. Por conseqüência
disso, lá ainda é considerada a essência
do céu e da terra. Passou também a ser utilizada
por outras classes sociais, em objetos diversos. Era costume
na China antiga, enterrarem os mortos com alguns objetos esculpidos
nessa pedra, como um bracelete, e uma fina cigarra esculpida
colocada na boca do morto, como símbolo de “renascimento”,
riqueza e conforto às almas. |
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Para os Maias, nas Américas, o jade
também tinha grande importância mística,
chegando a valer até mais que o ouro, e onde reis usavam
como dentes postiços. Na Índia era de grande
importância, com objetos ricamente trabalhados. Na Nova
Zelândia ferramentas em jade
também foram encontradas. Posteriormente, seu uso difundiu-se
pela Europa, principalmente na joalheria.
Uma curiosidade a respeito da origem do nome “jade”:
os índios da América central acreditavam nos
poderes dessa pedra para curar doenças renais. Com
isso, passaram a chamá-la de “piedra
de ijada”, que significa “pedra
do rim”.
Hoje na China ainda é bastante popular, sendo utilizada
nos mais variados objetos decorativos e utilitários,
e considerado um material propício para presentear
novos casais, pela crença de que traz boa sorte e fortuna.
Como prova de amor, os noivos presenteavam suas noivas com
borboletas esculpidas em jade,
e bebiam em uma taça também nesse material,
perpetuando seus votos.
É uma pedra bastante dura, e foi muito utilizada na
confecção de ferramentas pesadas, como o machado
e até mesmo bigornas.
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Existem dois tipos de jade:
jadeíta e nefrite.
A jadeíta é
uma das espécies mais preciosas, e é encontrada
em várias cores: verde
claro ao esmeralda, branco, amarelo ao laranja avermelhado,
marrom, cinza, violeta, negro, ou mesmo com pintas de cores
variadas. Quando totalmente verde e translúcida
é bastante valiosa, pois é bem mais rara.
Mas também é alvo preferido de muitos falsificadores.
A indústria da falsificação do jade
cada vez aprimora-se mais. Hoje, alguns falsificadores utilizam
até equipamentos a laser em seu tingimento. Em contrapartida,
também as formas de detectar tais falsificações
estão bem aprimoradas, e a China desenvolveu métodos
científicos para isso.
Já o nefrite
pode ser encontrado nas tonalidades verde
claro a escuro (espinafre), do amarelo ao marrom, e preto
com pintas pequenas.
Também é preciso bastante habilidade para
que se corte o jade
corretamente, para que sua beleza seja preservada e seu
polimento perfeito. Métodos de polimento e ferramentas
sofisticadas são utilizados para sua valorização.
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Na cerâmica plástica, quando
fazemos imitações de superfícies, buscamos
o aperfeiçoamento da arte da modelagem, a evolução
das técnicas e desenvolvimento do material, sem o
objetivo de se fazer passar pelo material verdadeiro. A
diferença está em sempre deixarmos claro que
é uma técnica imitativa de valor artístico,
salientado ser feita em cerâmica plástica.
Isto é um diferencial importantíssimo, que
valoriza bastante nossa arte e em nada denigre as imitações.
Para fazer o “nosso” falso jade,
diversas maneiras podem ser utilizadas. Sempre trabalhando
com a massa translúcida em uma ou mais tonalidades,
conforme a coloração desejada. Gosto de fazer
diversas porções pequenas em tonalidades diferentes.
Cada uma deverá ficar extremamente fina e, quando
sobrepostas em inúmeros pequenos retalhos de cores
variadas, formarão um só bloco de massa. Desta
forma as tonalidades se diferenciam de maneira suave. Na
finalização um bom polimento será necessário,
com acabamento opcional de verniz ou cera. Se quiser, poderá
fazer entalhes, moldagens, texturizações diversas,
e estas poderão ser valorizadas com aplicação
de pátinas claras ou escuras, ou mesmo detalhes com
tintas em tonalidades metalizadas, como prata e ouro. É
uma técnica relativamente fácil e com muitas
possibilidades.
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| (autoria do texto: Beatriz Cominatto) |
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