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A água-marinha
é uma das diversas variedades de berilo,
“irmã” da esmeralda,
da morganita, do heliodoro,
da bixbita e da goshenita,
outras variedades daquele mineral.
Ela tem particular interesse para nós, brasileiros,
porque é considerada a pedra preciosa mais típica
do Brasil.
Sua cor, como bem diz o nome, é a cor da água
do mar, variando do azul ao verde, em tons claros. Mas, quanto
mais azul ela for mais valiosa será, razão pela
qual deve ser lapidada com a orientação cristalográfica
correta, caso contrário ficará esverdeada. |
O Museu Americano de História Natural,
de Nova Iorque, possui um cristal de
água-marinha no estado bruto, procedente
do Brasil, com cerca de 15 cm de altura, que mostra uma
cor azul belíssima.
O berilo é
um silicato de berílio
e alumínio
de variadas aplicações industriais. A variedade
água-marinha
forma-se quando pequena quantidade de ferro entra como
impureza na estrutura cristalina do mineral.
Essa gema pode ser encontrada em cristais muito grandes,
com mais de 100 kg. Ficaram famosas várias águas-marinhas
encontradas no Brasil, como a Marta
Rocha, achada em 1955 e que tinha 33,9 kg; a Lúcia,
encontrada no mesmo ano, com 61 kg, e a Cachacinha,
um pouco maior, de 65 kg. Mas, em tamanho, elas ficaram
muito aquém de outra, encontrada em Marambaia (MG),
que pesou 111 kg,medindo 45 cm x 38 cm.
No Brasil, Minas Gerais é o estado que mais produz
esse gema.
Ao contrário da esmeralda,
que praticamente não fornece gemas límpidas,
a água-marinha
pode ser encontrada em cristais grandes e sem inclusões.
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Ela pode ser confundida com várias outras
gemas, principalmente o topázio
azul, mas é menos densa que este (flutua no
bromofórmio, enquanto o topázio afunda).
Segundo o gemólogo Maurício Favacho, mais de
90% das águas-marinhas
existentes hoje no mercado internacional são berilos
que passaram por tratamento térmico (aquecimento) para
mudar a cor. As gemas que já são azuis, se aquecidas
podem tornar-se mais escuras e, portanto, mais valiosas. |
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