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Nos últimos artigos, vimos que os objetos
refletem determinados aspectos do ser humano dentro
do seu contexto histórico e que é necessário
conhecer o consumidor para se projetar um produto
de forma coerente com seus desejos e necessidades
atuais.
Boneto (1993) afirma que "não
se pode viver isolado no alto de um pedestal, tem
que experimentar e compreender as situações
e problemas relacionados com a utilização
de um produto". O autor enfatiza a necessidade
de buscar junto ao consumidor o que ele realmente
precisa e deseja em relação a produtos.
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Moraes (1997), referindo-se à sua preocupação
com o desenvolvimento de produtos mais adequados ao
consumidor atual, sugere que o consumidor deve ser
adotado como o principal fator de orientação
projetual. Ou seja, no mercado atual, o que vem em
primeiro lugar são os desejos e necessidades
do consumidor e depois surge o produto para sanar
essas carências. O designer deve, em princípio,
deixar de pensar no produto em si, mas voltar sua
atenção ao contexto e à situação
de uso que envolve o projeto. Um projeto, uma vez
direcionado por tais enfoques, tem a possibilidade
de apresentar soluções mais inovadoras,
diferenciadas e, às vezes, inusitadas. (Moraes,
1997)
As necessidades do consumidor são reais. Sabe-se
que diversos fatores podem afetar o resultado final,
incluindo motivações e atividades de
marketing, que neste caso é o ponto que nos
importa.
Normalmente, os produtos de luxo são envolvidos
por benefícios hedonistas e simbólicos,
e os profissionais de marketing podem compreender
essas necessidades através de mensurações,
incluindo perguntas em escala, métodos de pesquisa
de motivação, grupos de discussão,
pesquisa qualitativa e etnografia (Engel, Blackwell,
Miniard, 2000).
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Diversos autores, entre
eles Featherstone (1991), Dubois e Duquesne (1993),
Allérès (2000), Elias (2001) e Remaury
(2002), estudaram por diversas abordagens o comportamento
do consumidor de produtos de luxo.
A compreensão do comportamento do consumidor
deste tipo de produto ainda é complexa. O luxo
tem sua lógica particular, o que não
se pode reduzir a uma única regra já
que o mesmo está acima dos desejos e necessidades.
Assim, não existe nenhum modelo que possa explicar
todas as facetas da compra e consumo de produtos de
luxo, já que suas decisões são
numerosas e diversificadas. Porém, existem
alguns parâmetros de base: qualidade, fantasia,
exclusividade e identidade, os quais veremos com mais
detalhes nos próximos artigos. Até lá!
Fontes: livro
“O poder do design: da ostentação à
emoção”, publicado pela Thesaurus Editora.
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