| O mercado joalheiro
atual está ampliando seu público-alvo. Empresas
que antes ofereciam jóias
para encantar apenas os ricos, agora também tentam
atingir a classe média disposta a adquirir peças
cujo papel principal é a vaidade e o desejo de
atrair atenção. Ao comprar uma peça
de grife o consumidor da classe media busca distinção
e recolocação de status na sociedade.
Na classe média,
muitos consumidores compram jóias
de maneira impulsiva e como forma de compensação,
e muitas das vezes acabam por adquirir uma peça
nova por não resistirem à atração
do adorno ou para se sentirem mais alegres, compensando
alguma frustração ou aborrecimento pessoal.
Apesar de procurar produtos universalizados e mais baratos,
consumidores da classe média querem se parecer
únicos com a jóia
que compram. O sistema de consumo desses objetos é
muito mais irracional do que racional.
O desenvolvimento dos meios de
comunicação e do marketing, o surgimento
de descontos e vendas promocionais e o parcelamento das
compras contribuíram para diversificar o público
que compra jóias
de luxo, beneficiando, assim, a classe
média.
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E como conquistar
esse consumidor que já tem tudo? As estratégias
utilizadas para seduzir esses clientes são
totalmente diferentes das usadas na administração
para o consumo de massa. No setor de luxo, por exemplo,
deve-se conhecer o cliente pelo nome, apostar no atendimento
personalizado e eventos de relacionamento assim como
utilizar o marketing one-to-one como as ações
para atingir esse consumidor. Ao contrário
do mass marketing, o mercado de luxo exige que o produto
seja distribuído em pontos bem selecionados.
Neste setor não basta só apelar para
o prestígio da marca. Para as empresas que
trabalham com esse público seleto, questões
cambiais e retração econômica
não são fatores preponderantes. |
| Porém,
essa “massificação”
não significa preços totalmente acessíveis.
As joalherias mantêm os preços dos
produtos altos. A Van Cleef et Arpels, assim como
a H.Stern, por exemplo, abriram uma nova loja com
peças caras, porém um pouco mais acessíveis
à classe média, mesmo que isso signifique
dívidas futuras. |
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A
Cartier da mesma forma lançou coleções
mais acessíveis com a mesma intenção
de atingir a classe média. |
Porem, a oferta de peças
com preços muito diversificados numa mesma grife
pode ser perigoso para uma empresa de luxo. A oferta deve
ser equilibrada para que as marcas não percam sua
identidade, sua clientela de classe alta e conseqüentemente
sua presença reconhecida no mercado de luxo.
Portanto, aproveite este novo mercado
com cautela e amplie suas vendas!
Fonte: O artigo faz parte do
resultado de pesquisa acadêmica desenvolvida durante
Especialização em Marketing na FGV-RJ, findado
em agosto de 2004, o qual culminou em um plano de marketing
na área de luxo, especificamente na área
joalheira. Mais informações no Curso Marketing
de Luxo – Artifícios que valem Ouro.
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