"O MARFIM"
Por Pércio de Moraes Branco - Geólogo
e-mail: museugeo@pa.cprm.gov.br

Uma das gemas orgânicas mais importantes é o marfim, substância de origem animal. Ele é branco-leitoso, translúcido a opaco, mais compacto e mais duro que o osso.
Quando se fala em marfim, logo vem à mente o elefante, com suas presas enormes. Mas, embora eles forneçam o marfim mais valioso e, por isso, o mais usado, essa gema pode ser obtida também do narval e do hipopótamo.
As presas do elefante podem atingir 3 m e pesar 90 kg, mas nem todas as espécies as possuem. E, naquelas em que as presas existem, em geral só o macho as exibe.


Marfim bruto


broche de marfim
procedente da China

O marfim do hipopótamo possui um revestimento de esmalte que é muito resistente, exigindo, para ser trabalhado, sua remoção com o emprego de ácido ou através de choque térmico (aquecimento seguido de resfriamento brusco).
Além de seu emprego em jóias, o marfim pode ser utilizado em bolas de bilhar, dados, dominós, teclados de piano e objetos religiosos. A maior parte das imagens religiosas brasileiras feitas com esse material provêm da Bahia e datam do século 18.


Marfim trabalhado


Marfim trabalhado


Colar, pulseira e pequena
escultura em marfim


Marfim trabalhado



Ganesha em marfim
foto: Pércio de Moraes Branco

FOTOS: : Livro Gemas do Mundo, de Walter Schumann
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