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Famoso e desejado por todos há milênios, o
ouro faz jus à
fama que tem. Para início de conversa, é considerado
o mais bonito dos metais.
Enquanto a maioria dessas substâncias tem cor
cinza, assemelhando-se ao aço
ou à prata,
o ouro exibe vistosa
cor amarela.
Sua densidade (19,3 g/cm3) é também digna
de menção, pois é quase vinte vezes
maior que a da água.
O fato de dificilmente reagir com outras substâncias
o torna valioso não apenas para uso em jóias,
mas também para instrumentos científicos e
como moeda. É
por ser pouco reativo que ele é encontrado na natureza
geralmente no estado nativo, ou seja não combinado.
Os poucos compostos de ouro que se conhece são teluretos
(como krennerita, silvanita
e calaverita) e ligas
naturais.

silvanita
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calaverita
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A pirita é
largamente conhecida como ouro-dos-trouxas
por ser semelhante ao ouro
verdadeiro. Mas a semelhança está apenas
na cor e, até certo ponto, no brilho. A pirita
tem um tom de amarelo diferente, é bem mais leve
(cerca de 5 g/cm3) e bem mais dura, tem brilho mais intenso
e não é nem dúctil nem maleável
como o ouro.
Dúctil é
o metal com o qual podem ser feitos fios e maleável,
aquele com o qual podem ser feitas lâminas. Pois essas
são duas propriedades físicas muito surpreendentes
do ouro. Segundo Maron
& Silva (Perfil Analítico do Ouro, DNPM, 1984),
com um grama desse metal pode se obter um fio de 2.900 m
ou uma lâmina de quase 1 m2 (mais precisamente, 0,96
m2) !
Não é à toa, portanto, que o ouro é
tão cobiçado e valorizado no mundo todo e
há tanto tempo.
P. S. No setor de gemas,
estamos acostumados a falar em lapidação,
o processo usado para extrair de uma gema
todo o seu potencial de beleza. Mas lapidação
é também o nome que se dá à
execução de condenados em que o indivíduo,
enterrado de modo a ficar apenas com a cabeça de
fora, é morto a pedradas.
É preciso aceitar e respeitar costumes e tradições
diferentes das nossas. Mas executar alguém dessa
maneira ultrapassa qualquer limite de tolerância no
atual estágio de evolução deste planeta.
Ficamos, por isso, felizes por saber que a nigeriana Amina
Lawal não será lapidada
por ter tido uma filha depois de separada do marido. Que
esse caso seja o passo inicial para lapidar,
no sentido em que nós usamos este verbo, certas leis
ainda em vigor naquela região do mundo.
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