| As
turmalinas, assim como
as granadas, são
um grupo de gemas
que compreende várias espécies, e não
uma única espécie com diversas variedades,
como é o caso do quartzo.
O nome vem do cingalês
turmali, nome dados às gemas
que provinham do Ceilão
(hoje Sri Lanka).
Entre as características mais marcantes dessas gemas
está sem dúvida a grande variedade de cores
que apresentam e a grande freqüência com que
se vêem duas ou mais cores em um mesmo cristal.
O quartzo é
também rico em cores, mas normalmente cada gema
tem uma só delas.
Os cristais colunares e prismáticas das turmalinas
podem ter cores diferentes nas duas extremidades e ainda
uma terceira cor no centro. Ou podem ter uma cor na parte
externa e outras internamente, distribuídas de modo
concêntrico.
*Fonte: Enciclopédia
de Minerais - Petr Korbel & Milan Nova |
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Este é o caso da
gema popularmente conhecida como turmalina melancia, que
é verde externamente e vermelha ou rosa no centro.
Das várias espécies que compõem esse
grupo, as mais conhecidas são a schorlita,
de cor preta, e a elbaíta.
A schorlita é
a mais comum de todas, mas não costuma ser lapidada.
Já a elbaíta
possui a maioria das variedades gemológicas, que
recebem nomes de acordo com sua cor: a rubelita
é rosa (do lat. rubellus = avermelhado); a verdelita
é verde; a indicolita
tem cor azul (do grego indikós = índigo) e
a acroíta, é
incolor (do gr. a = privado + khroma = cor).
As turmalinas com duas
cores são chamadas genericamente de turmalinas
bicolores.
Das variedades citadas, a rubelita
é a mais valiosa, embora costume conter muitas fraturas.
*Fonte: Enciclopédia de
Minerais - Petr Korbel & Milan Nova
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Mas, valiosa mesmo é a variedade conhecida comercialmente
como turmalina Paraíba,
descoberta em 1989, no estado que lhe dá o nome.
Tem uma rara cor azul, classificada ora
como azul néon, ora
como azul elétrico ou ainda azul
fluorescente.
Os cristais de turmalina
costumam ter faces curvas e bem estriadas segundo o maior
comprimento. Essa morfologia é muito típica
do grupo e muito
útil na identificação dos cristais
no estado bruto. Mas, pode haver turmalinas
também com faces planas e sem estrias.
Em 1978, em Minas Gerais, o garimpeiro Jonas de Souza
Lima encontrou quatro agregados cristalinos com rubelitas
fantásticas. Um, que ele chamou de Flor-de-Lis,
tinha 50 kg; outro, o Tarugo,
tinha 80 kg; um terceiro, o Foguete,
pesou 120 kg e a Joninha,
320 kg.
Os maiores produtores de turmalinas
são o Brasil, Namíbia
e Estados Unidos.
*Turmalina encontrada em Minas Gerais
e pertencente à Coleção Álvaro
Lúcio. Foto calendário da Serrana-Cimbagé
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Clique na imagem abaixo

*Foto: Gemas do Mundo, de
Walter Schumann
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