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Cresce diariamente o número
de consumidores em todo o mundo de produtos de alto prestígio.
Na mesma medida, crescem os setores da economia, como
a indústria de jóias,
uma das que atende a esse “mercado
do luxo”. O Brasil também entra na onda,
como segundo mercado com maior potencial de crescimento
para artigos de luxo, perdendo apenas para a Ásia.
O crescimento desse mercado, que movimenta US$ 1,5 bilhão
ao ano, baseia-se na motivação de “realizar
sonhos e investir em uma imagem sofisticada”. Em
2003, as vendas da Cartier
cresceram 40%, as da Mont
Blanc, 32%. Neste ano, no eixo São Paulo–Rio,
destacam-se grifes como Tiffany
e Fendi.
E como conquistar esse consumidor que
já tem tudo? As estratégias utilizadas para
seduzir esses clientes são totalmente diferentes
das usadas na administração para o consumo
de massa. No setor de luxo, por exemplo, deve-se conhecer
o cliente pelo nome, apostar no atendimento personalizado
e eventos de relacionamento assim como utilizar o marketing
one-to-one como as ações para atingir esse
consumidor. Ao contrário do mass marketing, o mercado
de luxo exige que o produto seja distribuído em
pontos bem selecionados. Neste setor não basta
só apelar para o prestígio da marca. Para
as empresas que trabalham com esse público seleto,
questões cambiais e retração econômica
não são fatores preponderantes.
O design como
estratégia de marketing
O consumo de bens de luxo
apresenta características específicas, como,
por exemplo, ser orientado para o design dos produtos.
Há grande valorização das características
tangíveis do produto, como matéria-prima,
durabilidade e conforto. São atributos que podem
ser trabalhados pelo design e que ajudam a conferir um
aspecto mais racional à compra. É fortemente
orientado pelos cuidados com a aparência. Há
grande valorização da imagem. Buscam-se
produtos de luxo na expectativa de aprimorar o visual.
Há sempre o componente hedônico envolvido.
Ao comprar uma jóia
de grife, por exemplo, o consumidor busca distinção
e status. Da compra até o uso do artigo, a experiência
é sensorial, repleta de fantasia, da qual a pessoa
extrai muito prazer.
Critérios utilizados pelo designer
na hora de projetar devem incluir considerações
sobre os valores atribuídos ou percebidos pelos
consumidores, que podem ser:
· Valor intrínseco
(custo do material utilizado).
· Valor de uso
(relação entre custo de aquisição
e o benefício proporcionado no uso).
· Valor
simbólico (valor agregado e dimensão
cultural que são elementos capazes de servirem
como forma de identificação, diferenciação
e/ou afirmação social).
· Valor
afetivo (carga emotiva que o produto carrega e
lembranças que ele é capaz de proporcionar).
Fonte: O artigo faz parte do resultado
de pesquisa acadêmica desenvolvida durante Especialização
em Marketing na FGV-RJ, findado em agosto de 2004, o qual
culminou em um plano de marketing na área de luxo,
especificamente na área joalheira. Mais informações
no Curso Marketing de Luxo – Artifícios que valem
Ouro.
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