Luxo e Marketing virtual

Fala-se muito sobre o comércio de luxo em lojas físicas e seu sucesso devido à oferta de experiências únicas e exclusivas na hora da compra (ambiente luxuoso, encontro com determinado clã, conforto, atendimento personalizado, etc), assim como a sensação de realização e valorização incontestável, o que atrai cada vez mais consumidores dispostos a pagar por esse diferencial.

Porém, pouco se discute sobre o marketing virtual, portanto neste mês falaremos um pouco sobre este assunto. Assim, de início, as homepages eram utilizadas pelas empresas apenas para demonstrar seus produtos, porém, a partir de 1999, a joalheria Tiffany & Co. ingressou no mundo virtual como uma das pioneiras no comércio eletrônico.

Hoje existem diversas “lojas” virtuais, como por exemplo, a “eLuxury” (do Grupo LVMH), entre outras tantas como H.Stern, Amsterdam Sauer, Montblanc, Cartier, Moët Chandon, Hennessy, Givenchy, Rolls-Royce e Rolex.

Desta forma, a partir do momento em que as vendas de produtos de prestígio foram para o ambiente virtual, a interação com o consumidor também deve passar a reproduzir experiências similares às vendas tradicionais, para que ao comprar pela web, o cliente também se sinta prestigiado.

É preciso levar em conta que no ambiente digital as razões para compra são de outra espécie. Conforme estudos feitos pelo XPLab (Experience Lab) da E-Consulting Corp., o que conduz os consumidores a recorrerem a este novo canal de compras são aspectos como sensação de privacidade (comprar sem que ninguém veja ou saiba), sensação de controle (quanto e quando se gasta), possibilidade de comparação (sem ter que perguntar), segurança, busca por produtos exclusivos (descobertas), possibilidade de passar por experiências diferentes (risco, anonimato, transgressão, individualidade), conveniência, comodidade e instantaneidade na busca e resolução de problemas assim como o atendimento por canais exclusivos de comunicação.

Fica claro que os consumidores agem como se estivessem na loja física, por isso a importância do bom atendimento e da funcionalidade dos sites de luxo, que precisam reproduzir, as mesmas experiências sensoriais que os clientes encontram quando vão às lojas, de forma eficiente e cômoda.
Entretanto, muitos sites de empresas de luxo ainda enfrentam diversos problemas, como navegação, lentidão e dificuldades na interatividade, assim como na busca do ponto de equilíbrio entre estética e funcionalidade. Muitos se preocupam com flash, música e gráficos, mas se esquecem do primordial: a usabilidade, para alcançar seus objetivos com efetividade, eficiência e satisfação.

Porém, vale pena investir neste novo mercado virtual! Pesquisa realizada na Inglaterra pela Ledbury Research – “Luxury Brands - How to Succeed Online”, indica que, os consumidores ricos tendem a gastar, três vezes mais do que os outros, uma média de US$ 450 ou mais na compra de um único produto pela Internet.
Fonte: Livro “O poder do design: da ostentação à emoção”.

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