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Ano novo, vida nova!
Chegamos em 2007 com muitas expectativas, e colhendo
os frutos que foram plantados em 2006. No ano passado
vimos muitas coisas boas aqui que gostaria de relembrar.
Uma matéria que fez muito sucesso foi “Amuletos
Tecnológicos”. Muitos internautas retornaram
pedindo mais detalhes sobre o tema. Então vamos
lá!
Em todas as religiões e crenças existem
seus amuletos, com eles nos protegemos, oramos, e veneramos
alguma coisa ou algum Deus. Há muitos anos os
egípcios já utilizavam esses amuletos
para se proteger ou mesmo para marcar sua posição
perante a sociedade. O ouro e as gemas naturais (pedras
preciosas, corais e marfim) eram utilizados por sua
durabilidade, representando o poder, o infinito e sagrado.
Suas figuras (deuses) sagradas, nada tem haver com os
dias atuais, mas seus deuses eram representados em coroas,
colares e túmulos, além de peças
decorativas como tronos e jarras. Tutancamon foi um
faraó que utilizava todos esses adereços
para se proteger e cultuar seus deuses.
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| Em uma de
suas coroas, como em seu túmulo, está representado
o equilíbrio do masculino (serpente – vermelho
– sol – céu) e feminino (abutre – azul – terra
– submundo, profundezas), céu e terra, vida e morte.
Tudo é sagrado! Isso mesmo, não está
trocado não, masculino é vermelho e feminino
é azul. Para nossa visão atual é
o inverso, mas o intuito desta inversão é
que todos nós possuímos as duas energias,
masculino e feminino (contém e contido). |
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Outras “jóias amuleto” egípcias,
falaremos em outra matéria mais para frente com
o tema exclusivo.
Outra matéria do ano de 2006 que foi um sucesso
foi a do mês de maio:
“Felizes
para sempre”. Muitas pessoas entraram em contato para
maiores informações sobre as do simbolismo
e o uso das alianças de casamento. Então
vamos a mais alguns detalhes.
O termo aliança, bérith em hebraico, possui
o sentido de compromisso. O anel usado pelos casados tem
a função da ambivalência de unir e,
ao mesmo tempo, isolar. A aliança representa a
união, unindo-as lado a lado formam o símbolo
do infinito, e o material é o ouro por ser duradouro,
eterno como a relação de duas pessoas que
se amam.
Mas as histórias que giram em torno deste anel
vai muito além do compromisso amoroso. Entre gregos
e romanos o direito de usar o Anel era concedido apenas
aos cidadãos beneméritos, o metal empregado
era o ferro. Os sacerdotes de Júpiter podiam usar
anéis de ouro, era o Anel Pastoral. O Anel fez-se
presente em diversas épocas e situações
da história do homem.
O anel como símbolo de noivado e matrimônio
surgiu entre os gregos e romanos importado do costume
hindu de usar um anel de casamento. A cultura romana acreditava
que pelo quarto dedo da mão esquerda passava uma
veia que estava diretamente ligada ao coração,
por isso este foi o dedo escolhido para o uso da aliança,
costume que perdura até os nossos dias.
A princípio a Aliança foi vista como um
"certificado" da compra da noiva e também
servia como aviso a outros pretendentes de que ela já
não estava mais disponível. Um verdadeiro
letreiro de "vendida". Aliás a palavra
inglesa wed (casar) origina-se do termo anglo-saxão
para o penhor que ratifica uma promessa.
A partir do século IX a Igreja cristã adotou
a aliança como símbolo de fidelidade entre
os cônjuges.
Muitas são as crenças que cercam a aliança.
Em algumas regiões da Escócia acreditava-se
que se a mulher perdesse o anel de casamento poderia perder
também seu marido.
Algumas culturas acreditam que se durante a cerimônia
de casamento o anel cai no chão e rola para longe
do casal representa um mau presságio; se o anel
parar sobre uma pedra de túmulo (nas antigas igrejas
era costume sepultar pessoas em seu interior) um dos cônjuges
corre forte risco de morte prematura.
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Caso ainda queiram mais detalhes sobre estas matérias
ou outras anteriores, entrem em contato que terei o
maior prazer em responder a todos.
Até o próximo mês!
Fontes: imagens egípcias foram retiradas do
sites http://www.nationalgeographic.com, http://touregypt.net/museum/tutc.htm,
e alianças são Luciana Wellisch.
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