 Todos nós temos os nossos momentos de total envolvimento com uma atividade qualquer, seja um passeio, uma visita, um trabalho... não importa. O que vale é o quanto nos dedicamos e o quanto nos sentimos com garra e um desejo otimista de ver os nossos esforços recompensados. Qual é o milagre? Nenhum.
Toda vez que isso acontece é porque estamos nos dedicando a algo que nos traz contentamento, prazer e satisfação das nossas necessidades. Esse é o ponto: “satisfação das necessidades”. Tente lembrar daquela viagem que você queria muito fazer. Repare que não foram medidos esforços para a sua realização; nada impediu... seja o tempo, dinheiro, falta de companhia etc. Você foi e curtiu muito.
Do outro lado, lembre também de como você acordava (ou acorda) para ir trabalhar em um local que não te diz mais nada em termos de satisfação. Você demora, inventa desculpas, fica doente etc. Ter prazer no que se faz é sinônimo de satisfação de necessidades, daí a força do objetivo. É como se disséssemos para nós mesmos que essa empreitada vale a pena ser vivenciada. E isso vale para qualquer situação em que nos envolvemos, não importando o contexto.
Objetivos fortes são aqueles que nos tocam e nos comovem; é um choque interno que nos alerta o quanto tal fato é digno de ser perseguido. Por isso que seria muito interessante buscar explicações sobre quais são as nossas carências ou necessidades e como supri-las. “Quero demais comprar essa jóia”. Só diz essa frase quem de alguma forma sabe os benefícios que essa aquisição trará; seja na linha da estética ou da posse em si.
Por isso é que muitos de nós desistimos de algumas coisas. Inicialmente elas nos pareciam como muito boas, entretanto, com o passar do tempo, mostraram-se inúteis para garantir a nossa satisfação. E nessa linha, desistimos de trabalhos, prazeres passageiros, aquisições... e de pessoas. Se eu quero muito ser um artesão ou um joalheiro, movo montanhas para atingir esse objetivo. Pesquiso, envolvo-me, leio matérias e faço cursos; esse objetivo virou a minha prioridade motivacional. No lado oposto, se acredito que conhecimentos sobre culinária não me satisfazem, desvio de tudo que tiver alguma ligação com o assunto; reparem que estamos falando o tempo todo sobre objetivos fortes e objetivos fracos.
Cuidemo-nos para que em nossas vidas saibamos cada vez mais sobre o que precisamos e como conseguir tudo isso; em caso contrário serão colecionadas somente investidas históricas sem nenhuma fundamentação psíquica que nos agrade, ou seja, seremos meros errantes na estrada da satisfação – portanto, eternos expectadores desmotivados e insatisfeitos.
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